Contribuições
Os donativos
enviados a Cruz Azul de Portugal são dedutíveis a 140% em sede de IRS e IRC –
alínea a) do nº1 conjugado com a alínea b) do nº3 do artigo 2 da Lei
74/99 do Estatuto do Mecenato.
A determinação
do montante total do donativo deve ser efectuada nos seguintes termos:
·
O donativo em numerário corresponderá aos valores efectivamente
doados;
·
O donativo em espécie (bens ou serviços) será igual ao custo de
aquisição ou de produção dos bens e serviços doados.
Mecenato
Os donativos em espécie também são
dedutíveis nos impostos ao abrigo da Lei 74/99. A Cruz Azul
entregará um documento que
comprove a aceitação efectiva da entrega dos bens ou serviços.
Estatuto
do Mecenato
Lei 74/99
CAPÍTULO
I
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas
Artigo lº.
Donativos ao Estado e a outras entidades
1.
São considerados custos ou perdas do exercício, na sua totalidade,
os donativos concedidos às seguintes entidades:
a.
Estado, regiões autónomas e autarquias locais e qualquer dos seus
serviços, estabelecimentos e organismos, ainda que personalizados;
b.
Associações de municípios e de freguesias;
c.
Fundações em que o Estado, as regiões autónomas ou as autarquias
locais participem no património inicial.
d.
Fundações de iniciativa exclusivamente privada que prossigam fins
de natureza predominantemente social ou cultural, relativamente à sua dotação
inicial.
2.
Sem prejuízo do disposto no n.º 3 do artigo 1º. do presente
diploma, estão sujeitos a reconhecimento, a efectuar por despacho conjunto dos
Ministros das Finanças e da tutela, os donativos concedidos a fundações em que
a participação do Estado, das Regiões Autónomas ou das autarquias locais seja
inferior a 50% do seu património inicial e bem assim às fundações de iniciativa
exclusivamente privada desde que prossigam fins de natureza predominantemente
social ou cultural e os respectivos estatutos prevejam que, no caso de
extinção, os bens revertam para o Estado ou, em alternativa, sejam cedidos às
entidades abrangidas pelo artigo 9º. do Código do IRC.
3.
Os donativos referidos nos números anteriores são considerados
custos em valor correspondente a 140% do respectivo total quando se destinarem
exclusivamente à prossecução de fins de carácter social, a 120% se destinados
exclusivamente a fins de carácter cultural, ambiental, científico ou
tecnológico, desportivo e educacional ou a 130% quando atribuídos ao abrigo de
contratos plurianuais celebrados para fins específicos que fixem os objectivos
a prosseguir pelas entidades beneficiárias e os montantes a atribuir pelos
sujeitos passivos.
4.
São considerados custos ou perdas do exercício as importâncias
suportadas com a aquisição de obras de arte que venham a ser doadas ao Estado
português, nos termos e condições a definir por decreto-lei.
Artigo 2º.
Mecenato social
1.
São considerados custos ou perdas do exercício, até ao limite de
8/1000 do volume de vendas ou dos serviços prestados, os donativos atribuídos
às seguintes entidades:
a.
Instituições particulares de solidariedade social, bem como as
pessoas colectivas legalmente equiparadas;
b.
Pessoas colectivas de utilidade pública administrativa e de mera
utilidade pública que prossigam fins de caridade, assistência, beneficência e
de solidariedade social e cooperativas de solidariedade social;
c.
Centros de cultura e desporto organizados nos termos dos estatutos
do Instituto Nacional de Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores (INATEL), desde que destinados ao desenvolvimento de actividades de natureza
social do âmbito daquelas entidades.
d.
Organizações não governamentais ou outras entidades promotoras de
iniciativas de auxílio a populações carecidas de ajuda humanitária em
consequência de catástrofes naturais ou de outras situações de calamidade,
reconhecidas pelo Estado Português, mediante despacho conjunto dos Ministros
das Finanças e dos Negócios Estrangeiros.
2.
O limite previsto no número anterior não é aplicável aos donativos
atribuídos às entidades nele referidas para a realização de actividades ou
programas que sejam considerados de superior interesse social.
3.
Os donativos referidos nos números anteriores são levados a custos
em valor correspondente a 130% do respectivo total ou a 140% no caso de se
destinarem a custear as seguintes medidas:
a.
Apoio à infância ou à terceira idade;
b.
Apoio e tratamento de toxicodependêntes ou de doentes com sida,
com cancro ou diabéticos;
c.
Promoção de iniciativas dirigidos à criação de oportunidades de
trabalho e de reinserção social de pessoas, famílias ou grupos em situações de
exclusão ou risco de exclusão social, designadamente no âmbito do rendimento
mínimo garantido, de programas de luta contra a pobreza ou de programas e
medidas adaptadas no contexto do mercado social de emprego.
CAPÍTULO
II
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares
Artigo 5º.
Deduções em IRS por virtude do mecenato
1.
Os donativos atribuídos pelas pessoas singulares residentes em
território nacional, nos termos e condições previstas nos artigos anteriores,
são dedutíveis à colecta do ano a que dizem respeito, com as seguintes
especificidades:
a.
Em valor correspondente a 25% das importâncias atribuídas, nos
casos em que não estejam sujeitos a qualquer limitação;
b.
Em valor correspondente a 25% das importâncias atribuídas, até ao limite
de 15% da colecta, nos restantes casos;
c.
São dispensados de reconhecimento prévio desde que o seu valor não
seja superior a 100.000$00;
d.
As deduções só são efectuadas no caso de não terem sido
contabilizadas como custos.
2.
São ainda dedutíveis à colecta, nos termos fixados nas alíneas b)
a d) do número anterior, os donativos concedidos a igrejas, instituições
religiosas, pessoas colectivas de fins não lucrativos pertencentes a confissões
religiosas ou por eles instituídas, sendo a sua importância considerada em 130
% do seu quantitativo.
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