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A morte de uma inocente.
Um acidente de automóvel é sempre um
drama para qualquer família, independentemente da forma como aconteceu.
Hoje em dia as mortes causadas por acidentes de automóveis já comovem
poucos, excepto quando nos toca de perto. São tantos, que até já ficamos
indiferentes à fatalidade que se desenrola mesmo diante dos nossos olhos.
"Acidentes acontecem", dizemos
frequentemente. De facto todos cometemos erros, mas há alguns que são
cometidos por causa de uma irresponsabilidade excessiva, entre os quais, os
que são cometidos por condutores embriagados.
O poema que vamos compartilhar convosco foi
criado numa escola nos Estados Unidos da América. Circulou por toda a
escola depois de dois estudantes terem falecido em consequência de uma
acidentes de automóvel. Esperamos a sua compreensão para o facto de não
conseguirmos fazê-lo rimar em Português. É mais importante o sentimento
que ele traduz:
Fui a uma festa, Mãe, e lembrei-me do que
disseste.
Disseste para não beber álcool, por isso só bebi sumos.
Realmente sentia orgulho por dentro, Mãe, do
modo que disseste que me iria sentir.
Eu não bebi, mesmo quando os outros me diziam que devia beber.
Eu sabia que estava certa, Mãe, eu sabia que
tinhas sempre razão.
Agora a festa está quase no fim e todos estão a partir.
À medida que me dirigia para o carro, Mãe,
eu sabia que chegaria a casa em paz.
Devido à maneira como me educaste, tão responsável e carinhosa.
Comecei por tirar o carro do parque, Mãe,
mas assim que entrei na estrada,
um condutor não me viu e bateu-me com muita força.
Enquanto estava no pavimento, Mãe, ouvi o
polícia dizer,
O outro tipo está bêbedo e agora eu sou a única que vai pagar.
Estou aqui deitada a morrer, Mãe, desejo que
chegues aqui depressa.
Como é que isto me pôde acontecer, Mãe? A minha vida foi rebentada como
um balão.
Estou rodeada de sangue, Mãe, e a maior
parte dele é meu.
Oiço o médico dizer que morrerei dentro em breve.
Eu somente te quero dizer, Mãe, eu juro que
não bebi.
Foram os outros, Mãe, os outros não pensaram.
Provavelmente ele estava na mesma festa que
eu, Mãe,
a única diferença é que ele bebeu e eu vou morrer.
Porque bebem as pessoas, Mãe? Pode arruinar
toda a nossa vida.
Estou a sentir dores intensas agora. Dores como se me estivessem a espetar
uma faca.
O tipo que me bateu está a andar, Mãe e eu
acho que não é justo.
Eu estou aqui deitada a morrer e tudo o que ele faz é olhar especado.
Diz ao meu irmão para não chorar, Mãe, diz
ao pai para ser corajoso.
E quando eu for para o céu, Mãe, coloca "Filhinha do Papá" na
minha sepultura.
Alguém lhe deveria ter dito, Mãe, para não
beber e conduzir.
Se alguém lhe tivesse dito, Mãe, eu ainda estaria viva.
A minha respiração está a diminuir, Mãe.
Estou a ficar com muito medo.
Por favor não chores por mim, Mãe. Quando precisei de ti, tu sempre
estiveste lá.
Eu tenho uma última questão, Mãe, antes de
dizer adeus.
Eu não bebi e conduzi, porque é que tenho que ser eu a morrer?
Nota: Este poema circulou por toda a escola
em Springfield depois de dois estudantes falecerem num acidente de automóvel.
Juntamente com o poema está o seguinte pedido:
"Alguém fez o esforço de escrever este
poema. Por favor distribui-o por quantas pessoas consigas e vê se
conseguimos levar isto a todo o mundo para tentar fazer com que as pessoas
compreendam".
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