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Principais dificuldades para fazer
prevenção primária:
1. Expectativas irrealistas;
A prevenção primária necessita de ser planeada.
Muitos educadores e pais esperam que os alunos / filhos tomem uma atitude de resistência às drogas apenas com um breve recado ou intervenção.
2. Desconhecimento do grupo alvo;
Muitas vezes somos confrontados com intervenções tardias, escassas e inexistentes.
Os professores e pais desconhecem o grau de envolvimento com os tóxicos dos seus educandos.
3. Planeamento deficiente;
As escolas não fazem um planeamento atento destas intervenções.
Muitos professores ficam satisfeitos quando promovem “uma intervenção de prevenção de drogas” por ano.
4. Falta de formação dos intervenientes;
Por desconhecimento do grupo alvo e de um planeamento ajustado o interveniente não se prepara de forma adequada a corresponder com as necessidades reais dos jovens.
Ser um bom orador e saber muito sobre drogas não são os (únicos) factores que fazem de uma intervenção uma boa acção de prevenção.
5. Acções pontuais promovidas pela escola;
Os jovens são confrontados diariamente com a pressão para consumir, experimentar, comprar, avaliar, tirar as próprias conclusões.
As acções pontuais, sem continuidade e sem avaliação não passam apenas de um escape à monotonia da escola.
Só as acções contínuas permitirão uma empatia eficaz entre formador e formando.
6. Mensagem desadequada;
As acções pontuais geram:
Conteúdos completamente desajustados do panorama de consumos;
Ideias preconcebidas dos alunos sobre as drogas.
Logo, qualquer acção isolada, por muito atractiva que seja, não passa de um anúncio comercial a interromper o melhor do filme.
7. Intervenções pobres em conteúdo;
A evidência mais acentuada que salta à vista é a de um painel de técnicos sentados atrás de uma bancada a discursar monotonamente,
monocordicamente, melancolicamente, sem qualquer acção e a responder desajeitadamente a perguntas imbecis.
8. Intervenientes mal (in)formados;
Uma das razões por que as escolas chamam por ajuda exterior é, muitas vezes, por causa deste receio de errar.
Porém, o confronto com uma má mensagem vinda do exterior da escola é pior que o receio dos professores. Um erro transmitido pelo exterior prevalece. O “erro” transmitido pelo educador / pai pode ser corrigido pela constância
das acções no tempo.
9. Mau uso dos recursos à disposição;
Os manuais fizeram-se para ser estudados e aplicados.
A não observância das sugestões facultadas podem resultar numa acção frustrada.
10.Excesso de alunos na acção.
Apesar de contínuas solicitações da Cruz Azul para intervir com turmas de forma separada, os Conselhos Executivos e os coordenadores destas acções não resistem à tentação de colocar várias turmas numa mesma
sala.
A excepção à rotina, já de si desestabilizadora da acção, somada à exibição própria dos
adolescentes perante a presença de alunos do sexo oposto, arruina por completo a intervenção.
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