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Os verdadeiros riscos
O cancro do pulmão é uma doença paradoxal:
extremamente grave, poderia muito bem ser evitada na maioria dos casos.
Bastava deixar de fumar ou, melhor ainda, nunca ter começado.
Um fumador perde oito anos de vida em relação
a um não-fumador. Na verdade, 70 por cento dos não-fumadores ultrapassam
os 70 anos, o que só acontece a 46 por cento dos fumadores.
O tabaco figura à cabeça de todas as causas
conhecidas de cancro. É responsável por 90 por cento dos casos de cancro
do pulmão, a primeira causa de morte por cancro nos homens e a segunda na
mulher, depois do cancro da mama.
Outros factores ambientais podem também ser
incriminados pelos cancros brônquicos como o amianto, o ferro, o níquel ou
a proximidade de matérias radioactivas. Quando associado a estes produtos,
o tabaco actua dramaticamente, multiplicando-lhes o efeito cancerígeno.
NÃO SÓ O PULMÃO
Se o cancro do pulmão é o primeiro dos
tumores ligados ao tabagismo, não é o único.
O tabaco é também um dos principais
factores responsáveis pelos cancros da boca, da garganta e do esófago.
Este risco é ainda aumentado pelo consumo do álcool, mesmo quando
moderado.
Fumar está também na origem dos cancros do
aparelho urinário, pois os alcatrões tabágicos cancerígenos são
armazenados na bexiga antes de serem eliminados na urina.
As doenças cardiovasculares e as doenças
respiratórias crónicas são igualmente patologias directamente ligadas ao
tabagismo.
Nas mulheres, a associação tabaco e pílula
contraceptiva é fortemente desaconselhada, pois multiplica por dez o risco
de enfarte.
Revista Farmácia Saúde nº. 32 Maio de 1999
páginas 10,11,12 e 13
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