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Você e os seus filhos são únicos.
A melhor maneira de falar sobre álcool, tabaco e outras drogas varia de família para família.
Se tem dúvidas sobre como o fazer, procure
ajuda de outras pessoas. Fale com outros pais e descubra o que resultou bem com eles.
Não há uma idade exacta na qual é melhor
começar a falar sobre drogas. As crianças podem colocar questões devido
àquilo que vêem na televisão ou ouvem dos colegas na escola. Uma notícia,
por exemplo, pode propiciar-lhe a oportunidade de perguntar sobre o ensino
acerca das drogas feito na escola.
A escola, desde o ensino pré-escolar, deve
abordar, de forma adequada à idade das crianças, temas de promoção da saúde
e consumo de substâncias lícitas e ilícitas. Esta temática faz já parte
dos currículos escolares do 1º, 2º e 3º ciclos do Ensino Básico,
podendo ser abordadas de forma transdisciplinar e nas áreas curriculares não
disciplinares, sobretudo “Área Projecto” e “Formação Cívica”.
Os pais podem até saber mais do que os
filhos, mas, por vezes, as suas acções contradizem o seu ensino. Lembre-se
que o que faz é mais importante do que o que diz. Decisões como não beber
e conduzir, ou deixar de fumar ou de beber, podem ter uma influência muito
positiva.
Numa pesquisa recente, foi pedido a crianças
de 5 e 6 anos para desenharem e comentarem o que pensavam sobre a palavra
“droga”. Os resultados mostraram, claramente, que os pais de crianças
nesta faixa etária precisam de estar despertos e informados sobre as
drogas. (Hope UK 2000)
ACÇÃO para promover
estilos de vida livres de drogas
Informe-se. O conhecimento ajudá-lo-á
se tiver que lidar com situações difíceis. Junte folhetos sobre o tema.
Consulte a contra- capa para saber como obter literatura.
Desenvolva actividades em conjunto com o
seu filho. Desenvolva com o seu filho actividades que ele goste. Isto
ajudará a construir uma boa relação e facilitará o diálogo sobre
assuntos importantes, quando necessário.
Esteja sempre pronto para falar. É
importante que os pais ouçam os seus filhos, falem com eles sobre as suas
opiniões e, com firmeza e clareza, esclareçam dúvidas.
O exemplo dos adultos é fundamental.
Se fuma ou bebe, já considerou parar de fazê-lo ou reduzir o consumo? Isso transmitiria uma
mensagem poderosa àqueles que estão à sua volta.
Ofereça uma alternativa. Considere a
possibilidade de oferecer bebidas sem álcool. Retardar o primeiro consumo
de álcool e tabaco diminui a probabilidade de vir a ter problemas com
drogas legais e ilegais.
Certifique-se de que os seus filhos estão
bem exercitados na arte de decidir por si próprios. Isto ajudá-los-á
a construir a sua própria opinião quando tiverem que tomar decisões
importantes.
Aja em parceria com outras pessoas,
tais como professores e monitores de associações de juventude.
Cultive a auto-estima, a sua e a dos seus
filhos. O uso de drogas pode estar relacionado com uma baixa auto-
estima. É muito importante que o jovem se sinta bem consigo próprio.
Estimule sempre o que é positivo. O que resulta melhor? Existem muitas
formas diferentes de abordar o problema das drogas; nem todas resultarão
consigo e com o seu filho. Descubra aquelas que resultam e ponha-as em prática.
Não desista nem exagere os perigos. As estratégias do medo não resultam a
longo prazo.
Supervisione. Esteja atento à forma
como o seu filho ocupa os tempos livres. Seja firme e afectuoso nas suas
responsabilidades.
SINAIS E SINTOMAS
É relativamente fácil reconhecer e ter
certezas sobre os sinais do uso do álcool ou do tabaco, mas o mesmo não
acontece com as outras drogas. Muitos dos sintomas atribuídos às outras
drogas podem ser causados pelo desenvolvimento 'normal' do adolescente. Por
exemplo, as depressões e as flutuações de humor podem estar relacionadas
com problemas na escola ou no grupo de amigos.
Reconhecer sinais e sintomas é como
construir um grande puzzle. O gastar muito dinheiro (ou o ter muito
dinheiro), os comportamentos estranhos, a falta de concentração, a apatia
ou o secretismo podem apontar para a possibilidade de consumo de drogas.
Alguns dos sinais visíveis são os odores fora do vulgar ou os embrulhinhos
e comprimidos estranhos.
A maioria das pessoas começa a usar drogas
porque um amigo lhes propicia a oportunidade de experimentar. Reconhecer o
uso de drogas é mais uma questão de observar padrões de comportamento e
amizade do que encontrar evidências materiais.
O QUE FAZER SE SURGIR UM PROBLEMA?
Não entre em pânico. Certifique-se,
primeiramente, que a segurança e bem-estar do seu filho estão assegurados.
Tente conversar sobre a situação numa
altura apropriada, quando todos já estiverem calmos. Descubra a história
completa, por exemplo, os factos que envolvem o acontecido, assim como o
acontecimento em si mesmo. Lembre-se que os adolescentes podem assumir uma
postura de secretismo e de bloqueio ao diálogo, especialmente quando isso
signifique denunciar amigos.
Tente evitar situações de alto risco. Isto
pode significar encorajar o seu filho a
evitar determinados amigos.
Procure ajuda. Existem pessoas na sua
comunidade que o podem ajudar, por exemplo, o seu médico de família ou as
instituições públicas e particulares ligadas à prevenção e tratamento
de problemas relacionados com o álcool e outras drogas. Pode sempre
telefonar para a Linha Vida - 1414.
Se o seu auxílio for rejeitado, não fique
surpreendido e tente não se zangar com isso. O consumo de drogas faz parte
da cultura dos jovens e pode estar ligado a laços fortes de amizade.
Lembre-se de que os jovens gostam de fazer as suas próprias escolhas
invocando a sua própria responsabilização, mesmo quando estão a ser
irresponsáveis. Os pais devem compreender a necessidade de afirmação dos
filhos, mas não devem declinar o seu papel de primeiros e principais
responsáveis pela educação destes e devem exercer a sua autoridade para
os orientar até à fase de autonomia responsável. Os pais podem ter que,
simplesmente, acompanhá-los e estar perto deles para providenciar um escudo
protector de carinho e segurança.
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