QUEM SOMOS PREVENÇÃO CENTRO GRUPOS INTERNACIONAL LINKS CONTACTOS
 
INFORMAÇÃO ESPECÍFICA
 > O alcoolismo
 > Medidor
 > O alcoolismo - livro integral
 > Como identificar um caso de alcoolismo
 > Sintomas de recaída
 > Sete passos para a queda
 > Considerações gerais sobre alcoolismo
 > A verdade sobre o álcool
 > Questionário Dependência
 > Questionário Co-Dependência
 > ABC do álcool
 > Alcoolismo Feminino I
 > Alcoolismo Feminino II
 > Conceitos Básicos sobre Drogas
 > Questões sobre alcoolismo
 > Alcoólico Vitorioso
 > 5 formas de ajudar um alcoólico
 > Conhecer o Alcoólico
 > Sete passos para a queda
 > A Responsabilidade cristã
 > O stress e o álcool
 
OUTROS CONTEÚDOS "EM PREVENÇÃO"
GRUPOS

 

Considerações Gerais

O alcoólico pode contrair problemas circulatórios e apresentar feridas por todo o corpo. Nessa altura, ele está bem familiarizado com os hospitais. Indubitavelmente, já teve a experiência de entrar em colapso e ser levado a um pronto-socorro, onde o trataram como melhor puderam.

Os médicos acham que tratar de tais pessoas é uma tarefa ingrata. Abusaram dos corpos de modo tão terrível que agora estes não respondem bem ao tratamento. E, ao recebe rem alta, invariavelmente voltam à garrafa e continuam o processo de autodestruição.

 

Ainda mais perturbador que a ruína física do alcoólico, é o modo como sua mente se deteriora sob o abuso contínuo do álcool. Todos os que lidam com este problema vêem o efeito do álcool até mesmo em ex-bancários, advogados, agentes e executivos.

A mente e a personalidade de um ex-médico, que finalmente morreu numa instituição estadual, estavam tão afectadas por seus encontros contínuos com a bebida, que ele não conseguia viver fora da instituição. Esse homem, que já fora útil à sociedade e altamente respeitado e amado em sua comunidade, não podia nem mesmo ser usado como enfermeiro na instituição em que passou seus últimos anos de vida. Porquê? Por causa da deterioração mental.

A possibilidade de descer ao fundo assusta qualquer indivíduo do terceiro estágio em diante, e também muitos dos bebedores sociais e habituais, que ainda não beberam o tempo suficiente para se viciarem. Felizmente, o indivíduo não tem de chegar ao ponto da deterioração orgânica para se libertar da escravidão da bebida. Em qualquer ponto da descida ele pode enfrentar-se a si mesmo e à sua situação, e lançar fora as algemas do vício.

Quanto mais cedo o indivíduo chegar a essa compreensão e procurar ajuda, tanto menos domínio o álcool terá sobre ele, e tanto mais fácil será libertar-se. Não é impossível a pessoa libertar-se no estágio final do alcoolismo, pois nada é impossível para Deus. Mas os seus problemas serão muito mais graves do que, se houvesse procurado ajuda mais cedo.

Por exemplo, certo professor de música de um grande ginásio, quando nos veio procurar, havia sido alcoólico por um ano e meio. Trabalhar com ele foi muito diferente do que com os alcoólicos que já vão para dez ou quinze anos, pois ele reagia ao tratamento e às sugestões com muito maior rapidez.

Infelizmente, nada podemos fazer pelo alcoólico até que ele deseje receber ajuda. Podemos reconhecer todos os sintomas e saber do que o indivíduo precisa, mas não conseguimos chegar até ele a não ser que ele decida receber auxílio. Já cheguei ao ponto de recusar conversar com a pessoa que não deseja minha ajuda.

Um pastor veio ver-me certa ocasião e instou comigo a que visitasse certa família na qual o marido era alcoólico. Tentei explicar que minha visita seria infrutífera, a não ser que o homem desejasse receber ajuda. Mas, quando a esposa me implorou que o fosse ver, concordei.

Gastei metade da manhã tentando conhecê-lo e desenvolver certo entendimento, porque queria que ele confiasse em mim. Quando, finalmente, ele começou a abrir-se e nos encontrava-mos numa conversa bastante amigável acerca do seu problema e do facto de haver uma solução, a esposa entrou na sala, irritou-se com algo que o marido disse e começou a destratá-lo em minha presença. Isso acabou com minhas esperanças de alcançá-lo. Foi uma situação miserável e embaraçosa, e logo me despedi deles.

Nesse caso o homem não estava pronto para a ajuda e nem a desejava, de modo que não me procurou. Assim, quando fui procurá-lo em casa, não tínhamos a privacidade devida. Além do mais, não tive a oportunidade de conversar com a esposa; eu não sabia o que esperar dela. Consequentemente, quando ela repreendeu o marido nada pude fazer. É claro, percebi que ela provavelmente havia atingido o ponto de não mais poder se conter. Toda a sua humilhação, seu pesar passado e seu temor presente, finalmente explodiram. Entretanto, tenho certeza de que minha visita foi um empecilho, e não a ajuda que havíamos esperado.

O alcoólico deve atingir um ponto de crise na vida antes que esteja aberto à direcção e ajuda. Na linguagem popular, ele tem de chegar ao fundo do poço. O fundo do poço pode ser diferente para cada pessoa.

Certo advogado, bastante conhecido, estava na fase pré-alcoólica quando atingiu o fundo. Ele quando sóbrio era uma pessoa que se vestia bem, sério, de boas maneiras, enfim, o oposto de quando estava ébrio. Sua esposa tentou dizer-lhe quão ridículo ele se tornava ao beber demais, mas ele não acreditou nela. Assim, numa festa, ela pediu que um amigo levasse uma câmara de vídeo e o filmasse. Quando ele voltou à sobriedade, mostraram-lhe o filme. Ele nunca mais tomou qualquer gole.

Vários estudos demonstram que somente cerca de 3 a 12 por cento dos viciados no álcool vão viver na rua. A grande maioria vive em suas comunidades, protegidos pela família e, ocasionalmente, pelos companheiros de trabalho.

Com medo de encarar a vida, ocultam-se em suas prisões de vergonha. Não têm para onde ir. A maioria nem mesmo admite ter problemas. É preciso que sejam sacudidos por algo que os faça atingir o fundo e comecem a procurar respostas.

Às vezes o homem atinge o fundo ao perder o emprego pela primeira vez e ver a esposa, os filhos e a si mesmo sem um meio de sustento. Pode ser que ele chegue ao fundo quando os filhos reconhecem o problema e falam a respeito.

Certa mulher veio a meu escritório, em desespero, depois de uma experiência assim. Ela chegara a casa com uma caixa de cerveja. Seu filho de doze anos de idade, caindo de joelhos, agarrou-lhe as pernas e clamou: Oh, mãe, mãe, por favor, não beba isso! Você não sabe o quanto a bebida faz mal para a senhora!" As palavras do filho levaram-na tão fundo que começou a procurar ajuda.

Outra mulher veio ver-me por causa do marido.

"Já disse àquele homem centenas de vezes que vou deixá-lo, se ele não parar de beber".

"Já o deixou?" – perguntei-lhe.

"Ainda não".

"Bem, deixe-o desta vez".

Quando o marido voltou para casa e descobriu que ela havia ido embora, ficou apavorado e percebeu que tinha de procurar ajuda. Até àquele instante ele pensava que a mulher estivera brincando. Ele jamais havia admitido ter um problema com a bebida, mas agora sabia que tudo quanto tinha na vida, e que valia a pena conservar, desapareceria, a menos que encarasse o problema e buscasse respostas. Consequentemente, ele começou a procurar um modo de sair da sua dificuldade.

Extraído de "Alcoólicos Vitoriosos"

 

 

 

 

 


Início
I N Í C I O