Cruz Azul de Portugal
Rua Magalhães Lima, 8 – 1º Esq
2845 –377 Amora – Portugal
ISBN: 972 8381 16 6
As referências Bíblicas usadas foram extraídas da
versão Boa Nova da Sociedade Bíblica de Portugal
I. O ÁLCOOL
Entre as grandes pragas que
assolam o mundo destaca-se o problema do álcool, um
produto tóxico conhecido e um problema imenso da
saúde pública. Este problema não encontrou solução
verdadeira e o perigo alastra-se cada vez mais. Com
o desenvolvimento do nível de vida, não só nos
centros urbanos mas também na província, e entre os
jovens, o uso de bebidas alcoólicas generaliza-se.
Muitas vezes são também costumes
culturais e hábitos sociais que tendem a estimular o
uso de álcool.
Doutro lado manifesta-se uma
extrema ignorância e até falsas informações sobre o
problema. É por isso que vamos estudar o assunto,
pois vale mais prevenir do que remediar. O médico,
que vê muitas vezes, vidas humanas arruinadas pelo
álcool, deseja dar um aviso solene para salvar pelo
menos algumas, mas também a Palavra de Deus nos fala
da posição que o crente deve ter nesta matéria.
Como se obtém o álcool
O que é o álcool? - O álcool é um
líquido obtido pela destilação de qualquer
substância capaz de fermentar. Há vários tipos de
álcool, mas em geral a palavra designa o álcool
etílico, um dos dois tipos de álcool venenosos
(sendo o outro álcool metílico ou álcool de
madeira).
O álcool etílico tem origem na
fermentação do açúcar. Numerosas substâncias têm
açúcar ou podem ser transformadas em açúcar; são
quase todas de origem vegetal.
1. As que têm açúcar são:
Frutas (uvas, maçãs, laranja, etc. ...), raízes
e tubérculos (beterraba), cana de açúcar, seiva
de certas palmeiras, etc. ...
2.
Os farináceos
contêm amidos que podem transformar-se em
açúcar: Arroz, milho, trigo, batata, banana,
castanha, feijão, mandioca, etc. ...
A fermentação faz-se por
leveduras, plantas microscópicas, que têm o poder de
dividir o açúcar em gas (óxido de carvão) e em
álcool. Se o processo de fermentação vai mais
adiante, o álcool divide-se e dá ácido acético, que
é a base do vinagre.
Acção do álcool fora do corpo
O álcool é muito usado nas
ciências e na indústria. Ele tem duas funções
químicas:
1. É
um dissolvente e por isso muito usado na
indústria (e até na farmácia) porque dissolve as
gorduras, óleos e outras substâncias que a água
não dissolve.
2. É
um desidratante, capaz de extrair a água duma
substância, portanto um bom preservador ou
endurecedor como demonstram experiências feitas
com um pedaço de fígado ou ovos colocados dentro
do álcool.
Além disto, tem a função física de
carburante, pois pode queimar e usa-se para fogões
de álcool, ou mistura-se com gasolina para
automóveis, etc. Finalmente, é usado como
desinfectante, pois mata os micróbios, livrando
deles, por exemplo, a pele.
Bebidas com álcool
Ao estudarmos o efeito do álcool
sobre o homem, sabemos que desde os tempos remotos o
álcool é usado em bebidas. Estas bebidas são
variadíssimas e dividem-se em dois grupos:
A.
Bebidas fermentadas.
Algumas são fracas e contêm 2-4%
de álcool, como a cerveja. Outras são mais fortes
como o vinho, que tem 6 até 13% de álcool.
B.
Bebidas destiladas.
A destilação é o processo de
extrair álcool duma substância ou bebida fermentada.
Visto que o álcool evapora, com o calor, mais
depressa do que a água, a destilação faz-se no
alambique onde a substância já fermentada é fervida.
Os vapores escapam-se por um tubo onde arrefecem e
tornam-se outra vez líquido.
Este líquido é mais rico em
álcool, portanto mais tóxico. Nas bebidas destiladas
temos:
• vários licores com 30-40% de
álcool;
• aguardente, rum e uísque até 50
e 60% de álcool;
• jeropiga, a qual tem também
muito álcool.
As bebidas destiladas são
perigosas não somente pela grande proporção do
álcool, como também pela presença de várias
essências tóxicas que são extraídas na destilação e
que provocam às vezes comportamentos semelhantes à
loucura.
Entre as bebidas fermentadas e
destiladas há também várias bebidas que são misturas
das duas espécies e às vezes misturadas com vários
produtos químicos, muitos deles perigosos.
Efeitos do álcool sobre a pessoa
O que acontece com o álcool que uma pessoa bebe?
Antes de estudar os efeitos do
álcool sobre o organismo, tem de se dizer que o
álcool é um veneno. Há pessoas que pensam que a
palavra «veneno» se aplica somente às substâncias
que, uma vez ingeridas, causam a morte; mas o
veneno, é qualquer substância que absorvida pelo
sangue prejudica ou interfere com o funcionamento de
qualquer órgão do corpo.
O álcool ingerido passa no
esófago, no estômago e nos intestinos onde é
absorvido pelo sangue que vai à veia porta, no
fígado e de lá ao coração donde é lançado para os
capilares de todo o corpo e até ao cérebro. Sai nas
urinas, transformado em «aldehydes» (outro corpo
químico).
Acção geral do álcool
Faz-se sentir praticamente em
todos os órgãos. Há:
1. Irritação directa das vias
digestivas e doutros tecidos. As células
irritadas acabam por degenerar.
2. Desidratação dos tecidos,
visto que o álcool é desidratante. Isto leva à
esclerose dos tecidos.
3. Congestão e êxtase
sanguínea, dilatação dos vasos sanguíneos.
4. Perturbação das substâncias
gordas «nobres», por exemplo das fibras
nervosas, visto que o álcool é solvente. Por
estes modos o álcool, veneno da célula, provoca
um envenenamento agudo ou crónico, que se
manifesta em vários órgãos.
Órgãos mais atingidos:
• O estômago sofre, fica
irritado e às vezes inflamado (gastrite
alcoólica, de vários graus, com vómitos aquosos
logo de manhã, perda de apetite, dores surdas do
estômago, etc...).
• O fígado é um órgão muito
atingido pelo veneno. Conhecem-se várias
cirroses do fígado, que têm uma relação directa
ou indirecta com o hábito de ingerir bebidas
alcoólicas e, são seguidas de ascite,
emagrecimento, etc.
• O intestino sofre também e
não absorve bem os alimentos; certas vitaminas,
não são absorvidas.
• O coração é logo irritado e
bate vigorosamente. Em alcoolismo crónico ele
pode ter sobrecargas gordurosas que o
prejudicam.
• O sistema nervoso sofre
muito mais ainda, sendo a principal vítima do
veneno.
Acção do álcool sobre o sistema nervoso
O efeito mais importante nota-se
no nosso sistema nervoso. O sistema nervoso é como
um sistema telefónico. Ele liga o cérebro com todos
os músculos do corpo. Os nervos comunicam os
impulsos do cérebro que mandam os músculos trabalhar
e comunicam ao cérebro a situação das várias partes
do corpo e as dores que manifestam o sofrimento de
alguma parte do corpo. Acima disto o próprio cérebro
é a sede do juízo, da vontade, da memória e das
muitíssimas funções mais elevadas do corpo humano.
Ora, as fibras nervosas que
compõem os nervos são envolvidas (isoladas) duma
substância gorda, a mielina e também as células do
sistema nervoso ficam isoladas numa substância
gordurosa (lipoides). Como o álcool é um dissolvente
das gorduras, vê-se que ele ataca logo o sistema
nervoso e também porque tem propriedade desidratante
perturba as células nervosas, muitíssimo sensíveis.
É por isso que o primeiro efeito que se nota na
pessoa que ingeriu uma bebida alcoólica, está no
sistema nervoso, onde aparecem numerosas
perturbações.
Vejamos as mais graves:
A. Alcoolismo agudo.
Isto designa as perturbações,
sobretudo das faculdades mentais, depois de beber
muito álcool em certa altura. Há três fases ou
períodos:
1. Euforia, de que falaremos
mais adiante.
2. Embriaguez, com grandes
perturbações dos movimentos, fala e ausência de
juízo. A embriaguez pode ser alegre, triste ou
perigosa, especialmente em bebedores de bebidas
destiladas, com essência como o bagaço, etc. Ela
pode ser barulhenta, furiosa ou com convulsões.
3. Coma alcoólico. Bebendo
ainda mais a pessoa embriagada pode perder os
sentidos. A respiração é rápida e superficial, o
coração acelera e a tensão arterial baixa, a
face fica congestionada. A pessoa não fala nem
responde, nem sente dores, pode cair no
fogo e queimar-se até aos ossos. Os reflexos dos
tendões são em geral abolidos. Se a dose de
álcool for forte demais, o coma alcoólico pode
ser fatal.
B. Alcoolismo crónico.
Neste caso o sistema nervoso,
danificado por beber já há algum tempo, apresenta
uma série de doenças graves. Estas podem também
aparecer sem que o alcoólico nunca tenha sido
encontrado bêbedo, mas em geral houve ingestão
regular de doses tóxicas de álcool.
O alcoolismo crónico manifesta-se
por perturbações nervosas e mentais de vários
órgãos. Os sintomas são mudanças de atitudes (labilidade
afectiva), inconstância e egocentrismo (só pensa em
si). O alcoólico é em geral eufórico: "Vai tudo
bem"! Ele não faz caso dos seus excessos e sabe
sempre explicá-los. A sua memória e o juízo baixam.
Torna-se desconfiado e muitas vezes invejoso e
ciumento. Às vezes aparece um tremor forte da
língua, lábios e dedos, além de gastrite, cirrose e
polinevrite. Nas formas graves pode ter atrofiamento
dos nervos ópticos (cegueira) e convulsões.
C. As complicações do alcoolismo crónico:
São muitas e em especial duas:
1. Delirium tremens. É um
surto agudo de psicose (loucura) que pode
aparecer depois duma embriaguez forte, dum
pequeno desastre ou pancada ou duma infecção. O
doente tem alucinações visuais: Vê coisas
pequenas, irreais inexistentes, e ouve sons e
barulhos. O doente fica eufórico e também
angustiado, com agitação constante, perseguindo
as suas alucinações. A crise passará dentro de 2
a 5 dias. O doente deve permanecer
hospitalizado.
2. Psicose grave (Korsakoff).
Trata-se duma loucura que não é passageira, com
perturbações mentais graves e muitas vezes
inflamações dos nervos, sobretudo nos membros.
Em geral há uma relação entre alcoolismo e
loucura. Nos países que se conseguiu reduzir o
consumo do álcool, verificou-se que o número de
loucos baixou.
O fim dos alcoólicos pode ter
também as complicações acima mencionadas, ou numa
decadência progressiva e geral. Enfim, muitos
alcoólicos vão para a cadeia por crimes, ou acabam
pelo suicídio.
Primeiros efeitos do álcool
Logo que uma bebida alcoólica é
ingerida, o álcool entra no sangue em menos de 15
minutos e começa a actuar no sistema nervoso
central.
Antes de tudo, o álcool é um
narcótico, isto é, adormece os sentidos. A vítima
vê, ouve e sente menos. E mais: A vítima é enganada.
O álcool alivia temporariamente a preocupação, a
tristeza e a tensão mental; oculta dificuldades e
esconde sentimentos de inferioridade. O fraco
sente-se forte; o ignorante, inteligente; o pobre,
rico; o oprimido, livre; e o mau, bom. Julga que é
bom condutor quando se poderá tornar num assassino!
Ele é também deprimente das funções físicas (dos
vários órgãos). Muitas vezes a vítima, por não
sentir dores, nem tristezas, tem uma sensação de
euforia (contentamento, alegria), "não faz mal";
"tanto faz"; "é a mesma coisa!"; "Indiferença".
Assim, notam-se 3 fases, quando o
álcool entrou em contacto com o sistema nervoso:
1ª fase:
O álcool ataca primeiramente a
superfície do cérebro que tem os centros do juízo: A
análise crítica de si mesmo é amortecida; o pudor, o
sentimento de dignidade e de vergonha diminuem; a
personalidade é diminuída.
O domínio próprio é enfraquecido,
os impulsos dos instintos não são bem controlados; o
álcool leva o homem a praticar coisas que ele não
poderia nem desejaria praticar antes de começar a
beber. "E dirás: Espancaram-me, e não me doeu;
bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então
tornarei a beber." (Prov. 23: 35);
Há perda do sentimento da
responsabilidade pessoal. O alcoólico não pensa mais
nas consequências dos seus actos, nem na sua
família. Apenas quer mais um copo.
2ª fase:
Os sentidos perdem precisão e o campo de
observação fica mais limitado. A coordenação
muscular enfraquece de tal modo que não há precisão
e habilidade em movimentos rápidos e a capacidade
mental é reduzida. É assim que acontecem muitos
acidentes na estrada.
3ª fase:
Caracteriza em geral a embriaguez. O ébrio não
pode falar claramente, não pode controlar o corpo,
os membros reagem vagarosamente e a visão é
imperfeita. Faz barulho. Não ouve nem obedece quando
os outros o avisam. Quer lutar. O equilíbrio do
corpo não funciona bem e cai facilmente. As
faculdades emotivas são alteradas ou paralisadas.
Quer beber muito mais.
A formação de vício
A formação de vício é um dos
efeitos mais perigosos do álcool, que lhe dá, por
vezes, um carácter diabólico. Está cientificamente
provado de que o álcool modifica a célula nervosa,
que é causa do vício. O álcool forma um hábito que
exige imperiosamente a sua satisfação. Quanto maior
for o prejuízo ao sistema nervoso, tanto mais forte
é o hábito e tanto mais fraco o poder da vontade em
resistir. Há um provérbio japonês que diz: «Primeiro
o homem toma a bebida, depois a bebida toma a bebida
e finalmente a bebida toma o homem».
O homem bebe um pouco... precisa
mais. Bebe mais e... ainda precisa mais, até
tornar-se escravo. Talvez tenha começado com bebidas
alcoólicas fracas, como a cerveja e continuando,
sente o desejo de alguma coisa mais forte; passa ao
vinho, por exemplo, mas mais tarde o vinho já não
satisfaz e procura bebidas destiladas.
Não sabe como parar e precisa
sempre de mais, ao ponto de não se poder dominar.
Precisa de álcool a todo o custo e por isso faz tudo
ao seu alcance para o obter. Todo o seu salário vai
para o álcool mas não chega. Vende a roupa, rouba,
etc.
Na história, o uso do álcool é
conhecido como arma de guerra. Os oficiais japoneses
quando invadiram a China davam aos soldados grandes
quantidades de ópio e álcool, gratuitamente e
persuadiam os jovens a beber.
No princípio o uso de álcool não
parece ser perigoso, mas pouco a pouco os alcoólicos
são reduzidos à escravidão e tornam-se estúpidos.
"A vida desregrada e as bebedeiras fazem perder o
juízo ao meu povo." Oséias 4: 11
Conclusões sobre os efeitos do álcool no sistema
nervoso
O valor duma pessoa está no
cérebro. Quer seja mecânico, agricultor, caçador,
estudante, professor ou cozinheiro. Toda a sua arte,
o seu saber, a sua experiência de lavrar, ou fazer
casas, etc., tudo vem do seu cérebro. «Por isso é
preciso que o cérebro se mantenha lúcido e isto não
podereis fazer com álcool ». (Dr. Ch. Mayo).
A maior parte dos desportistas não
usam álcool. Uma campeã de ténis disse que um copo
de cerveja é bastante para impedir a coordenação e o
equilíbrio. A precisão exige uma abstinência total.
Nos jogos olímpicos de Los Angeles ouvia-se: «Com o
álcool não se pode vencer»;
As companhias de caminhos de ferro
e de aviação de muitos países proíbem a bebida aos
seus condutores de comboios e pilotos. Basta serem
vistos num lugar onde se vendem bebidas alcoólicas
para serem despedidos dos seus empregos;
Os efeitos do álcool sobre a
eficiência do trabalho são maus: o trabalho é menos
eficaz e mais demorado.
Outros efeitos prejudiciais do álcool. A.
Influência sobre as doenças
Foi descoberto há muito tempo que
as bebidas alcoólicas, em vez de destruir os
micróbios nocivos no corpo, paralisam os glóbulos
brancos do sangue (leucócitos) que lutam contra os
micróbios, impedindo-os assim de vencer as
infecções.
Vários especialistas reconheceram
que o álcool agrava as doenças. Em Portugal o
alcoolismo é a 4ª causa de morte, vitimando mais de
8.000 pessoas por ano. Grandes inquéritos
estatísticos como o do professor M. Roch, de
Genebra, provaram que o alcoolismo, além de causar
certas doenças, é um factor agravante sobre quase
todas, pois diminui o sistema imunológico do corpo
humano.
A tuberculose pulmonar, em
especial, desenvolve-se facilmente numa pessoa
alcoólica, conforme constatam vários médicos
especialistas.
Também, as doenças venéreas, tais
como a sífilis e outras doenças são espalhadas
muitas vezes pela acção do álcool, que enfraquece as
faculdades mentais superiores.
B. Influência sobre a mortalidade.
O uso continuado do álcool, mesmo em pequenas
quantidades, é um envenenamento progressivo e
vagaroso. O bebedor moderado tem em média menos três
anos de vida do que os abstinentes.
C. Efeitos sobre a descendência.
O álcool pode exercer uma acção
directa sobre as células antes da concepção e também
durante o período de desenvolvimento do feto.
O prof. Dr. L. Bianchi, da Itália,
disse: "Uma mãe alcoólatra traz ao mundo ou um
criminoso, quando não um epiléptico, idiota ou
louco".
O álcool não tem influência sobre
a quantidade de filhos mas sobre a qualidade,
sobretudo no alcoolismo crónico. É talvez o perigo
maior do alcoolismo, a sua contribuição para
degenerar a raça humana. Os filhos nascem com uma
hereditariedade pesada: com tendência para beber
álcool e com um cérebro enfraquecido na vontade.
Outros apresentam doenças nervosas e muitos morrem.O
prof. Dr. Deume, de Berna, Suíça, fez um estudo da
história de 10 famílias abstinentes e de 10 famílias
que bebiam. As abstinentes tiveram 61 filhos, as que
bebiam 57. Mas entre estas 57 houve 36 prejudicadas
(deformados, epilépticos) e 12 morreram na infância,
ao passo que nas famílias que não bebiam houve só 6
prejudicadas e 5 que morreram na infância.
O álcool é destruidor da
descendência.
D. Efeitos do álcool sobre a sociedade.
"No alcoolismo nunca se trata duma
única pessoa, mas sempre do problema duma família
completa, ou de um grupo. Nós, os médicos
psiquiatras, vemos de perto o sofrimento terrível
das famílias, a má influência nos filhos, as
brutalidades sobre o conjugue. Tudo isto bem
escondido por baixo duma falsa alegria e
camaradagem, e atrás de palavras louvando a acção
(suposta) benéfica do álcool". (Prof. Dr. C. Muller,
1965).
Pense numa aldeia de bêbedos.
Gostaria de viver ali? Gostaria que os seus filhos
frequentassem essa escola?
O álcool provoca:
1. Lutas, imoralidade,
confusão. Os bons hábitos, uma boa educação,
desaparecem com uma quantidade relativamente
pequena de álcool. O homem bom transforma-se num
lobo e também muitas vezes um porco. Ele não
sabe mais dominar o seu corpo: torna-se um
selvagem.
2. Pobreza e crime. O
alcoólico não tem preocupação com o futuro;
gasta os seus bens e deixa a família na miséria.
A saúde começa a deteriorar-se. Há acidentes. A
dedicação ao trabalho desaparece e uma grande
parte de crimes são cometidos sob a influência
do álcool.
3. Destruição da família. O
álcool tira o amor e respeito nos casais, pais e
filhos. A miséria, a doença, as zangas e as
pancadarias estragam os bons sentimentos. As
crianças sofrem mais do que se pensa, além do
sofrimento de serem filhos de alcoólicos.
4. Destruição de nações. O que
o álcool faz numa família, faz numa aldeia, num
grupo de trabalho, numa nação. Nos Estados
Unidos, o álcool e a tuberculose extinguiram a
bela raça dos «Peles Vermelhas». Está bem
provada a má influência e relação do álcool na
tuberculose.
Porque é que muitas pessoas começam a beber?
Há várias razões para isto:
1. Mau ambiente na família:
O pai bebe. Embora proíba aos filhos as bebidas,
pensarão que serão homens verdadeiros quando
imitarem o pai.
2. Maus amigos.
Ás vezes um indivíduo bebe e despreza os seus
amigos que recusam beber. Assim estes começam a
beber porque não querem ser marginalizados: «Se
não beberes não terás amigos». Não vêem que na
realidade são grandes inimigos. Julgam que podem
deixar de beber quando quiserem, mas depois de
algum tempo descobrem que são escravos do
álcool.
3. A propaganda das industrias
do álcool. Certas
campanhas são muito agressivas anunciando falsas
ideias sobre o álcool; por meio da mentira e
"slogans atractivos" procuram convencer as
pessoas a beber. A publicidade comercial
pretende fazer crer que a cerveja é inofensiva,
que o vinho é uma óptima bebida para a saúde,
para as relações sociais, etc. Em alguns países
é proibido este tipo de falsas propriedades das
bebidas alcoólicas.
4. A procura de afectividade e
valorização pessoal.
Certas pessoas julgam que não prestam, que não
têm sorte, que nunca vão ter alegria nesta vida.
Querem esquecer as tristezas, a pobreza, os
desgostos. O álcool traz-lhes esse esquecimento
e uma alegria falsa.
5. A fraqueza do carácter.
Certas pessoas não têm força de vontade para
resistir às tentações que encontram. Isso vem
muitas vezes do facto de não terem sido
educadas, desde a infância, a dominar os seus
apetites. Crescem habituadas a satisfazer sempre
todos os seus desejos.
Falsas ideias sobre o álcool.
1. Existe a ideia de que o
álcool é um estimulante da inteligência e
das actividades do corpo. Porque se pensa assim?
Na verdade o álcool paralisa os nervos, como
narcótico que é! Ele engana, quase não
sente cansaço, o corpo pensa que está forte, a
vontade adormece. O doente é excitado, grita.
Mas o álcool não estimula; deprime!
álcool é um produto irritante. Experimente
colocar álcool nos olhos! Uma ligeira irritação
do estômago pode estimular, isto vê-se no
conselho de Paulo ao jovem Timóteo, que muitos
tomam como desculpa para beber! (I Tim. 5:23).
Naqueles tempos poucos remédios estavam ao
dispôr, hoje temos estimulantes eficazes para o
estômago, portanto não há necessidade do álcool!
2. Existe a ideia que o álcool
aquece o corpo no tempo de frio. Isto vem
da sensação de calor na garganta, por irritação
na sua passagem. Mas não aquece, embora a
oxidação do álcool liberte calorias. A razão
disto é que o álcool dilata as veias, o que faz
baixar a temperatura do corpo. Isto é a causa
dos resfriamentos ou pneumonias depois duma
embriaguez. O álcool na verdade, engana, mas não
aquece!
3. Existe a ideia que o
álcool é nutritivo. O álcool não é comida
pois não contém elementos para crescimento
(proteínas), para ajudar o seu funcionamento
(minerais, vitaminas) e não produz calor
efectivo. A única coisa que dá é um pouco de
energia e tira a sensação de fome, fazendo
pensar que é um alimento.
4. Existe a ideia que o álcool
é bom medicamento. De facto há alguns
medicamentos dissolvidos em muito pequenas
quantidades de álcool para entrar melhor no
corpo, mas o álcool não é medicamento. Pelo
contrário paralisa os glóbulos brancos. Ele só é
medicamento para limpar a pele, desinfectando,
ou seja, directamente aplicado em estado puro,
mata células e micróbios.
II. O QUE A BÍBLIA ENSINA
SOBRE OS PROBLEMAS DO ÁLCOOL
Nos países onde o povo de Israel
habitava, havia culturas de videiras e o povo bebia,
como hábito, sumo de uva (não fermentado), ou mosto
(sumo fermentado), ou vinho. Mas desde os tempos
mais remotos o vinho causou desastres, como por
exemplo, a queda moral de Noé. Duma maneira geral
quando não há abusos, a Bíblia não proíbe o uso de
vinho. Então por que é que algumas Igrejas
resolveram exigir a abstinência do álcool aos seus
membros? O facto é que nos nossos povos o abuso da
bebida é uma das maiores causas do estrago físico,
moral e espiritual. "Não erreis: os bêbados não
herdarão o Reino de Deus". (I Cor. 6:10, Gal.
5:21).
O vinho, como as várias espécies
de bebidas alcoólicas, tornaram-se para muitos
milhares de pessoas em "escândalo" e uma pedra de
tropeço. Por isso Jesus, que conhece o coração
humano, não diz: "Voltai a ser moderados", mas
ordena que se renuncie inteiramente e para sempre:
"Portanto, se a tua mão ou o teu
pé te fazem cair em pecado, corta-os e atira-os para
longe! É melhor entrares na vida eterna sem uma das
mãos ou um dos pés do que seres atirado ao fogo do
inferno levando as duas mãos e os dois pés. Do mesmo
modo, se um dos teus olhos te faz pecar, arranca-o e
atira-o para longe! É melhor entrares na vida eterna
só com um olho do que seres atirado com os dois ao
fogo do inferno." Mateus
18:8-9
Portanto, a abstinência total é
uma opção positiva dada por Jesus a todos aqueles
para quem as bebidas alcoólicas são uma pedra de
tropeço e que os faz cair no pecado.
Mas para quê pedir a
abstinência a pessoas que não abusam? A Palavra
de Deus mostra-nos que devemos, por causa dos fracos
"não agradar a nós mesmos". "Nós que somos
fortes na fé devemos suportar as fraquezas dos que
não são como nós, sem procurarmos aquilo que nos é
agradável. Cada um de nós deve agradar ao seu
próximo naquilo que for bom para o fortalecer na fé.
Pois também Cristo não procurou o que lhe era
agradável. Pelo contrário, passou-se com ele o que
diz a Escritura: Os insultos daqueles que te
insultavam caíram sobre mim." Rom. 15:1-3
"Tudo é permitido, mas nem tudo convém. Tudo é
permitido, mas nem tudo é útil à fé. Que ninguém
procure o seu próprio bem, mas sim o dos outros."
I Cor. 10:23,24
Quando Paulo fala de carnes
compradas no mercado e que talvez tivessem sido
sacrificadas aos ídolos, ele explica em I Cor. 8:
8-13 dizendo "pela tua ciência perecerá o irmão
fraco, pelo qual Cristo morreu", acrescentando
"assim... pecais contra Cristo." e "se o
manjar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei
carne". (Ver também I Cor. 9, Romanos 14...)
Paulo aplica também este pensamento ao vinho: "É
melhor não comer carne nem beber vinho nem fazer
nada que leve o irmão na fé a cair no pecado."
Romanos 14:21
Há milhares de pessoas que não são
bastante fortes para usar moderadamente das bebidas
alcoólicas, sem abusar delas. Para eles, beber um
pouco que seja, já é uma ocasião de tropeço e na
maior parte das vezes a sua recaída fatal. Querendo
imitar a moderação dos que não abusam, eles caem
depressa no pecado e perecem. Então é a lei do
amor fraternal que leva o cristão a renunciar
voluntariamente a um uso lícito para ele mesmo, mas
que é ocasião de perdição para um irmão. Ele aceita
por amor, o sacrifício ao qual o irmão mais
fraco tem de se submeter, por força, para não se
perder.
Pensando nos milhares, milhões de
pessoas caídas, prejudicadas pelo álcool, resolvemos
nunca mais beber álcool e, também, provar às pessoas
enganadas pela falsa propaganda, de que podemos
gozar da vida, ter saúde, ter festas e ser social
sem beber uma gota de álcool. Mas há ainda uma outra
razão que milita a favor da abstinência do povo de
Deus: é a nossa condição de
mordomos do Senhor.
A Bíblia ensina-nos que o nosso
corpo é o templo de Deus e que não somos de nós
mesmos: "Não sabem que são templo de Deus e que o
Espírito de Deus habita em vocês?" I Cor. 3:16
"Não sabem que não pertencem a vocês mesmos, mas
que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que
está em vocês e que Deus vos deu?" I Cor. 6:19.
Ela nos chama portanto a glorificar a Deus no nosso
corpo que lhe pertence, avisando-nos ao mesmo tempo
da condenação que há-de cair sobre todo aquele que
destruir este templo.
Ora, é fácil convencer-se de que o
abuso das bebidas alcoólicas, prejudica a saúde,
leva o homem a expor sem necessidade o seu corpo a
perigos, a desperdiçar as forças e as faculdades que
ele devia utilizar para glorificar o seu Mestre.
Pecando contra o seu corpo e não cuidando da sua
saúde física e mental, o cristão peca contra
Deus. Ele assemelha-se ao filho pródigo que
desperdiçou o que tinha recebido do seu pai:
"Poucos dias depois, o mais novo vendeu o que era
dele e partiu para uma terra muito distante, onde
gastou todo o dinheiro numa vida desregrada."
Lucas 15:13e também ao mordomo infiel que
dissipou os bens do seu senhor: "Jesus disse aos
seus discípulos: Havia um homem rico que tinha um
feitor. Foram-lhe dizer que esse feitor desperdiçava
os seus bens." Lucas 16:1. A abstinência
é necessária também para quem quer levar uma vida
vitoriosa: "Não sabem que, no estádio, todos os
corredores tomam parte na corrida, mas só um é que
recebe o prémio? Corram, portanto, de maneira a
poderem recebê-lo. Aqueles que se preparam para uma
competição privam-se de tudo. E fazem-no só para ver
se conseguem um prémio, que, afinal, dura pouco. Mas
nós trabalhamos por um prémio que dura para sempre.
É desta maneira que eu corro e não como quem corre
sem saber para onde. É assim que eu luto e não como
quem dá socos à toa. Mas eu luto contra o meu corpo,
para o dominar, a fim de não acontecer que, andando
a pregar aos outros, seja rejeitado por Deus." I
Cor. 9:24-27.
O cristão é ainda chamado a
subjugar o seu corpo, a disciplinar os seus
sentimentos e a refrear os seus impulsos para
obedecer aos mandamentos de Deus: "A vontade de
Deus é que vivamos honestamente, mantendo-nos longe
da imoralidade. Que cada um saiba usar com dignidade
e respeito o corpo que lhe pertence. Não se deixem
levar pelos maus desejos como fazem aqueles que não
têm fé em Deus." I Tes. 4:3-5. Deus quer que
sejamos livres e fortes, em vez de escravos do mal.
Ora, já vimos que o álcool ataca
primeiramente o cérebro, que é o centro do juízo e
da vontade. Pela sua acção sobre o sistema nervoso,
as bebidas alcoólicas, mesmo tomadas em pequenas
quantidades, diminuem a capacidade de vigiar, de
dominar-se a si mesmo, de lutar contra o mal e de
pegar-se ao bem. Mesmo sem se embriagar, o cristão
que faz uso de bebidas alcoólicas torna-se mais
fraco diante das tentações, mais exposto a
transgredir as leis divinas por falta de perfeita
lucidez. Veja o que aconteceu aos dois filhos do
sacerdote Aarão e o mandamento que Deus deu depois
da morte deles. (Levítico 10:1-11). Devemos evitar
tudo o que possa enfraquecer o nosso juízo e a nossa
resistência aos pecados que o álcool facilita, tais
como:
• Irritabilidade e brutalidade
(Provérbios 23:29-30; 20:1);
A Palavra de Deus insiste também
sobre a necessidade de sermos sóbrios:
"Por isso mesmo, não andemos a dormir como os
outros, mas sejamos vigilantes e vivamos com
sobriedade. Tanto os que dormem como os que se
entregam à embriaguez é de noite que o costumam
fazer." I Tes. 5:6-7 "Mas tu, sê prudente em
tudo, suporta as dificuldades, comporta-te como
mensageiro da Boa Nova e cumpre a tua missão."
II Tm. 4:5 "Por isso, tenham o espírito preparado
para a acção. Estejam atentos e ponham a esperança
no dom que lhes será concedido quando Jesus se
manifestar." I Pedro 1:13.Todos estamos
sujeitos à fraqueza e por isso o apóstolo Paulo diz:
"Aquele que cuida estar em pé, olhe não caia"
I Cor. 10: 12. Ele exorta-nos também a olhar por nós
mesmos para que não sejamos também tentados:
"Meus irmãos, se alguém for apanhado nalguma falta,
vocês que têm o Espírito de Deus levem-no com
mansidão ao bom caminho. E cada um de vocês tenha
cuidado para não se deixar tentar." Gálatas 6:1.
Por todas estas razões achamos
preferível renunciar às bebidas alcoólicas, não
somente por amor dos irmãos que são fracos, mas
também no nosso próprio interesse. "Vigiemos e
sejamos sóbrios."
Abstinentes na Bíblia
Há na Bíblia vários exemplos de
homens que renunciaram às bebidas alcoólicas.
Todos eles receberam a aprovação de Deus.
1. Os recabitas
(Jeremias 35). Apesar de terem
vinho oferecido eles disseram: "não beberemos
vinho. Nosso pai nos mandou: nunca jamais
bebereis vinho. E Deus disse: Pois que
obedecestes ao mandamento de Jonadab, nunca
faltará varão a Jonadab".
2. Sansão
e até a mãe dele, logo que ela
concebeu a criança. "Guarda-te de que bebas
vinho ou bebida forte" Juízes 13: 4-7.
João Baptista Lucas 1: 15 e, de maneira
passageira, os sacerdotes quando deviam entrar
no Tabernáculo, "para que não morrais"
Levítico 10: 8-11.
3. Os narizeus,
pessoas que "se separavam, para o
Senhor". Faziam um voto de abstinência total de
bebidas alcoólicas (Números 6: 1-4, etc.). Vimos
aqui uma relação entre uma consagração mais
completa e a abstinência. O profeta Amós fala
dos nazireus como testemunhas de Deus (Amós 2:
11-12, etc.) junto aos profetas, num tempo de
idolatria e imoralidade.
Enfim muitas vezes a Bíblia mostra
o mal do alcoolismo. Prov. 23:29-35, 20:1; Oséias 4:
11, etc.; Isaías 5:11 - 22; I Cor. 5:11, etc.
III. A LUTA CONTRA O ALCOOLISMO
Pode ser preventiva e curativa.
1. Profilaxia (prevenção da doença)
Esta luta preventiva estuda-se na
higiene. É mais importante evitar a miséria a
muitos, do que tratar certas vítimas.
a) Nunca principiar.
O grande presidente Lincoln,
gostava de repetir o conselho que sua mãe lhe
tinha dado e que ele seguiu toda a sua vida:
«Não comeces a beber – e não te tornarás um
bêbedo».
b) Evitar contactos com
bebedores – ou então
visitá-los em grupo. Procurar amigos e ambientes
saudáveis. Não entrar sozinho em lugares
duvidosos.
c) Usar bebidas não
alcoólicas, de fabrico
caseiro ou comprados no comércio. (Gasosas,
sumos, águas minerais). Recusar ir comprar
bebidas alcoólicas. Nunca utilizar crianças para
comprar bebidas alcoólicas.
d) Informar os amigos,
sobre este problema. Ensinar
a juventude a criar hábitos de bebidas saudáveis
e de coragem na recusa do veneno do álcool.
Ofereça livros e folhetos da Cruz Azul.
e) Não oferecer bebidas
alcoólicas a ninguém,
em especial ás crianças e jovens.
f) Escolha dirigentes que dêem
um exemplo claro,
verdadeiro e activo no assunto do álcool.
2. A cura do alcoólico
Para curar o alcoólico é
fundamental que ele tenha o desejo sincero de nunca
mais beber. Não se pode tratar um doente cujo
cérebro já foi demasiado danificado. Sem
abstinência total, não há esperança. De nada
serve aconselhar o alcoólico a diminuir as
quantidades da bebida; milhares experimentaram isto
mas recaíram. Os médicos especialistas nestes
assuntos afirmam que o único caminho para manter a
cura é a abstinência total.
Existem medicamentos para impedir
o desejo de consumir álcool, criando uma reacção do
corpo contra ele, mas tais curas só se podem
fazer debaixo de vigilância dum médico. No entanto,
lembre-se de que a medicina não possui meios mágicos
para resolver o problema do alcoolismo; há sempre o
problema da personalidade do alcoólico. Deverá
sempre haver um trabalho de reeducação, e a Igreja e
grupos auto ajuda têm um grande papel a desempenhar
e a verdadeira solução. Assim devemos pôr o doente
em contacto com Cristo, ampará-lo com amor
verdadeiro, animá-lo com a Palavra de Deus e suas
promessas; ajudar a família a entrar num grupo de
auto ajuda, para que tenham interesse no doente e
compreendam o seu problema. Não se esqueça de que,
deixar sozinho o alcoólico "curado" ou, pior ainda,
deixá-lo voltar à companhia dos seus antigos amigos,
é condená-lo à recaída.
Para o povo Evangélico, a luta
contra o alcoolismo oferece um nobre campo de acção.
Em vez de lamentar-mos os estragos à nossa volta,
evitemos que os jovens caiam neste laço, amparemos
aqueles que resolveram cortar com a sua diabólica
escravidão e sobretudo anunciemos o Evangelho de
Cristo, capaz de libertar, de dar a verdadeira
vitória aos alcoólicos que se tornam então poderosos
instrumentos de Cristo, para as vítimas ainda
dependentes.