Alcoolismo
Edição de: Cruz Azul de
Portugal
In Selecções do Reader’s Digest - Enciclopédia
Médica Ilustrada
Texto integral sobre o alcoolismo, amavelmente
cedido à Cruz Azul de Portugal para a reprodução
deste pequeno livro. Proibida a reprodução total ou
parcial, do texto, sem autorização do editor
original.Selecções do Reader’s Digest
Rua Joaquim António de Aguiar, 43
Lisboa
ISBN: 972 8381 05 0
D. L. Nº 129415 / 98
O alcoolismo deve ser encarado nas suas vertentes
psicológica, social e médica.
Os indivíduos que consomem grandes quantidades de
álcool, quer o façam sistematicamente, quer
ocasionalmente em reuniões sociais intervaladas por
períodos de abstinência, incorrem no perigo de criar
problemas de ordem social e de saúde e,
eventualmente, de se tornarem doentes alcoólicos.
Um consumidor de álcool que já não saiba - nem
lhe interesse - evitar uma bebida transpôs a
fronteira do perigo.
Ultrapassada esta fase, o indivíduo passa a beber
em segredo, oculta as garrafas em casa e recusa-se a
discutir o seu problema com quem quer que seja.
Provavelmente, nesta altura será já um doente
alcoólico.
Em Portugal, como noutros países produtores de
vinho, existe nas áreas rurais um tipo diferente de
alcoolismo.
Assim, nos habitantes das regiões produtoras a
dependência física é atingida insensivelmente: sendo
bebedores excessivos, não se reconhecem como tal,
procurando explicações para os sintomas
característicos da necessidade de ingerir álcool.
Na cidade, a dependência física é disfarçada pela
sanduíche acompanhada de cerveja ou de qualquer
outra bebida alcoólica, tal como bagaço ou vinho.
Estas sanduíches comidas a meio da manhã e regadas
com bebidas alcoólicas quebram o jejum, mas também a
descida da alcoolemia (concentração de álcool no
sangue), causadora dos tremores, fraqueza, etc.
A dependência física é o ponto comum e final em
que desembocam os vários tipos de alcoolismo. A
dependência psicológica antecede muitas vezes à
dependência física.
I. TIPOS DE ALCOOLISMO
Ignora-se o número exacto de alcoólicos nos
países mais desenvolvidos, mas todas as estimativas
relacionadas com o problema do alcoolismo - o
consumo do álcool, as condenações por embriaguez, as
condenações por condução em estado de embriaguez, os
internamentos hospitalares por alcoolismo e os
óbitos por doenças relacionadas com a ingestão
abusiva do álcool, tais como a cirrose - indicam um
aumento constante do consumo de álcool. Existem
diversas causas possíveis para este facto: uma maior
aceitação social do grande consumo de bebidas
alcoólicas, maior prosperidade, especialmente entre
as mulheres e os jovens. Como resultado destes
factores, os alcoólicos - de ambos os sexos - surgem
praticamente em todos os grupos etários e todas as
categorias profissionais e sociais.
Em Portugal, situa-se geralmente o número de
alcoólicos entre 800.000 e 1 milhão, não havendo, no
entanto, estatísticas que permitam garantir um
número com segurança.
No alcoolismo feminino, também com tendência para
aumentar, estariam em maior risco as mulheres
submetidas ao duplo stress profissional e
doméstico; as mulheres com isolamento social ou
maridos ausentes do lar; as mulheres domésticas de
meia-idade vivendo sós, depois de os filhos adultos
abandonarem o lar.
Merece referência o alcoolismo infantil detectado
na escola primária pelos professores em crianças
irrequietas, desatentas, indisciplinadas. Os pais
destas crianças têm muitas vezes um problema de
álcool.
Entre a juventude o álcool aparece como
acompanhante de outros tóxicos - haxixe,
anfetaminas, hipnóticos, etc. - em poli-intoxicados.
Os tipos de alcoolismo variam grandemente. O
sociólogo americano Prof. E. M. Jellinek, pioneiro
da moderna abordagem científica do problema,
descreveu cinco tipos de alcoolismo, embora não
exista um tipo puro e no mesmo indivíduo possam ser
identificados simultaneamente dois ou mais tipos de
alcoolismo.
Tipo 1 (alcoolismo Alpha). O indivíduo tem um
grave problema psicológico - tal como depressão ou
ansiedade - e bebe excessivamente para tentar
ultrapassá-lo.
Tipo 2 (alcoolismo Beta). O indivíduo não
criou necessariamente uma dependência em relação ao
álcool, mas o facto de beber continuamente
acarreta-lhe uma deterioração física ou mental –
causando, por exemplo, a CIRROSE, a polinevrite ou a
DEMÊNCIA. Os frequentadores e proprietários de bares
são particularmente propensos a este tipo de
alcoolismo.
Tipo 3 (alcoolismo Gama). O aspecto mais
característico deste tipo de alcoolismo reside no
facto de o indivíduo conseguir aguentar longos
períodos sem beber. Contudo, uma vez que comece a
beber, torna-se—lhe difícil ou impossível parar, e o
«copo ou dois» que eventualmente estabeleceu como
limite transforma-se em muitos (ausência de
controle). Além disso, os períodos de abstinência
rareiam e encurtam-se progressivamente. Este padrão
encontra-se mais frequentemente entre os alcoólicos
da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos, possivelmente
porque nestes países o abuso da bebida é socialmente
mais condenável que nos países onde normalmente se
consome bastante vinho.
Tipo 4 (alcoolismo Delta). O indivíduo nunca
fica verdadeiramente embriagado, mas ingere
continuamente álcool em pequenas quantidades e
durante todo o dia, não conseguindo libertar-se
deste hábito. Este padrão é mais vulgar nos países
onde se consome muito vinho, como em França, onde a
legislação relativa à venda de bebidas alcoólicas é
bastante liberal e a tolerância social é grande.
Tipo 5 (alcoolismo Épsilon). Anteriormente
conhecido por dipsomania. O alcoólico deste tipo
apenas ingere álcool periodicamente, mas só fica
satisfeito quando perde o controle de si mesmo,
podendo mesmo ficar inconsciente. Contrariamente ao
alcoólico Gama, que se encontra embriagado a maior
parte do tempo, o alcoólico Épsilon está geralmente
sóbrio.
II. O ALCOOLISMO COMO DOENÇA
Apesar dos perigos inerentes aos cinco tipos de
alcoolismo, Jellinek apenas considera os tipos Gama
e Delta como verdadeiras doenças pelas alterações
metabólicas e de nível bioquímico provocadas pelo
álcool e que se traduzem clinicamente pela
dependência física e pelo síndroma de abstinência.
Um dos processos mais rápidos e mais fáceis de
determinar se um indivíduo é ou está em vias de se
tornar alcoólico consiste na aplicação do teste CAGE
– assim denominado a partir das iniciais das suas
palavras-chave em inglês. Este teste, apresentado em
1974 pela Associação Americana de Psiquiatria,
compõe-se de quatro perguntas:
1. (cut down) – C. O indivíduo
sente que deve beber menos?
2. (annoy) – A. O indivíduo
reage mal quando é criticado pela quantidade de
álcool que ingere?
3. (guilty) – G. O indivíduo
sente-se culpado por beber demasiado?
4. (eye-opening drink) – E. É
seu hábito tomar uma bebida logo pela manhã para
aliviar a tensão nervosa ou dissipar os efeitos
de uma ressaca?
Um indivíduo que responda afirmativamente a todas
as perguntas – ou mesmo só às três primeiras – é
provavelmente um alcoólico. Se responder
afirmativamente apenas a uma ou duas das perguntas,
deverá tomar cuidado com a quantidade de bebidas
alcoólicas que ingere.
III. GRUPOS DE ALTO RISCO
Para identificar aqueles que incorrem em maiores
riscos de se tornarem alcoólicos, os peritos médicos
examinam três aspectos vitais do indivíduo: a sua
constituição física e psicológica, o ambiente em que
vive, trabalha e procura as suas distracções e os
efeitos físicos do álcool sobre o seu organismo.
As pesquisas efectuadas desde o início do século
em países como a Grã-Bretanha revelam que
determinadas profissões, como empregado de bar e
restaurante, marítimo, caixeiro-viajante,
jornalista, e ainda profissões liberais, etc. ,
acarretam um grave risco de alcoolismo. Em Portugal,
poderíamos acrescentar talvez o factor geográfico –
áreas de produção vinícola – e também a migração
interna.
Regista-se ainda, de modo geral, um elevado
índice de alcoolismo entre os condutores que sofrem
acidentes rodoviários; entre os indivíduos com
tendências suicidas; entre os indivíduos,
principalmente do sexo feminino, que tomam
habitualmente mais tranquilizantes ou sedativos do
que os receitados pelos médicos e entre os filhos de
indivíduos com problemas de bebida.
IV. CONSEQUÊNCIAS DO ALCOOLISMO
Encarando o alcoolismo nas suas vertentes
individual e social, teremos:
1. Consequências para o indivíduo:
psíquicas e físicas.
2. Consequências sociais: profissionais,
familiares; etc.
Consequências psíquicas.
É comum nos alcoólicos a tendência para a
ansiedade, a depressão e a irritabilidade.
A irritabilidade é muitas vezes o primeiro sinal
de ordem psicológica detectado pelos familiares e
colegas.
É discutível em todos os casos se esta tríade é
causa ou consequência do alcoolismo, sendo por vezes
difícil descobrir a origem do problema. Melhor será
encarar esta tríade no ciclo vicioso da manutenção
psicológica do alcoolismo.
Em 10% dos alcoólicos surgem perturbações mais
sérias à medida que o alcoolismo se agrava. Os
ciúmes, tão frequentes nos alcoólicos, podem evoluir
para um verdadeiro delírio de ciúme, em que tudo é
interpretado em relação com a crença básica da
infidelidade.
Outra complicação psíquica geralmente surgida
depois de um DELIRIUM TREMENS é a alucinose
alcoólica, em que o doente sofre de intensas
alucinações auditivas, ouvindo pessoas que o
insultam e ameaçam.
Também depois de um delirium tremens pode
instalar-se um SÍNDROMA DE KORSAKOFF, que compreende
amnésia de fixação (corresponde a um gravador que
deixou de gravar, mas é capaz de reproduzir o
material gravado), confabulações, ou seja a criação
ou invenção de factos destinados a colmatar os
vazios da memória.
Num grau avançado, teremos a demência alcoólica,
semelhante a outras demências, mas em que predomina
nos primeiros tempos o apagamento dos padrões éticos
anteriores à doença.
De longe, a complicação psíquica e orgânica mais
frequente do alcoolismo é o delirium tremens,
que culmina o síndroma da abstinência e envolve,
além de sintomas orgânicos como febre, taquicardia,
suores, etc., sintomas psíquicos: confusão mental,
onirismo (como num sonho), alucinações visuais (
geralmente de animais) e tácteis, grande ansiedade
e, por vezes, delírio ocupacional (o doente fala e
actua como se estivesse no seu trabalho habitual).
Consequências físicas.
São múltiplas as lesões físicas provocadas pelo
alcoolismo. As mais importantes e mais conhecidas
são as lesões hepáticas, que muito sumariamente se
podem esquematizar em:
1. Fígado gordo alcoólico: reversível se
o doente deixar de beber.
2. Hepatite alcoólica (inflamação do
fígado): pode ser reversível ou agravar-se,
conduzindo a uma cirrose.
3. Cirrose alcoólica (substituição das
células do fígado por tecidos fibrosos): é
irreversível, embora seja possível mantê-la
estacionária através da abstinência do álcool.
Outra consequência grave é a lesão cerebral. A
tomografia cerebral computorizada (TAC) é um método
radiológico que permite a descoberta de formações
anómalas no interior dos tecidos, como, por exemplo,
tumores, detectando também os vazios ou atrofias dos
tecidos. O TAC revelou que os cérebros dos grandes
bebedores podem estar atrofiados. Esta atrofia não
tem ainda hoje explicação unívoca, admitindo-se que
esteja ligada à deficiência de vitamina B1. Também o
sistema nervoso periférico (nervos motores e
sensitivos) pode estar frequentemente afectado. É o
que acontece na polinevrite alcoólica – dores e
parestesias geralmente das extremidades inferiores,
nos pés em especial. A evolução pode fazer-se no
sentido do pé pendente com falta de força para a
flexão dorsal. Numa situação extrema, a polinevrite
impossibilita a marcha (às vezes encontra-se também
um componente cerebeloso com a consequente ataxia) e
o doente acaba por viver acamado e com a
desagradável acompanhante de incontinência
esfincteriana, pois a polinevrite ataca também os
nervos que controlam os esfincteres musculares do
ânus e bexiga.
Muito comum também é a gastrite, responsável
pelos vómitos matinais, tão frequentes nos
alcoólicos. As úlceras gástrica e duodenal, que não
são consequência do alcoolismo, surgem, no entanto,
frequentemente nos alcoólicos. O tratamento é por
vezes cirúrgico, efectuando o cirurgião uma
gastrectomia parcial (ablação parcial do estômago).
Desta gastrectomia resulta uma absorção maciça de
álcool e a alcoolemia sobe em flecha, atingindo
valores muito elevados – até seis vezes a alcoolemia
esperada para uma dada quantidade de bebida
alcoólica. Este facto reveste-se de importância
porque, após a intervenção, o bebedor mantém a sua
ingestão alcoólica e sofre as consequências de
alcoolemias elevadas com a «consciência tranquila».
Também o álcool pode estar na origem quer da
pancreatite crónica, quer da aguda. Esta, clássica
dos grandes comedores e bebedores, é um quadro de
doença abdominal aguda extremamente grave que se
acompanha de estado de choque e se confunde com
facilidade com a perfuração da úlcera gástrica.
Convém mencionar ainda certos tipos de cancro em
que o álcool, aliando-se ao tabaco, teria um papel
etiológico: cancro da boca, laringe, faringe e
esófago. Em consequência da doença hepática, podemos
encontrar anemia e tendência hemorrágica,
principalmente devido ao deficit de uma série
de factores de coagulação sintetizados no fígado.
V. COMO MINIMIZAR OS RISCOS DO
ÁLCOOL
Considerando as consequências catastróficas para
a saúde pública derivadas do consumo excessivo do
álcool, tem-se procurado estabelecer a quantidade
máxima que um indivíduo saudável pode ingerir sem
perigo. Em França, cuja capitação alcoólica não é
muito superior à portuguesa, metade das camas de
medicina são ocupadas por doentes sofrendo as
consequências do alcoolismo: cirrose, pancreatite,
polinevrite, etc. A este custo social há que
acrescentar os acidentes de trabalho, de viação e o
absentismo.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem-se
interessado pelo estabelecimento desta fronteira do
lícito em álcool. Geralmente, admite-se como limite
1g de álcool por dia por quilo de peso para um
indivíduo saudável alimentando-se bem. A mulher
grávida não pode beber qualquer quantidade de
álcool; as crianças também não devem beber qualquer
quantidade porque com muito mais facilidade do que o
adulto caem em coma etílico. Com efeito, só depois
dos 18 anos o fígado tem a capacidade para
metabolizar devidamente o álcool.
Os indivíduos do sexo feminino, em princípio, têm
também uma capacidade de destruição do álcool
inferior aos do sexo masculino, por possível
influência hormonal ao nível da metabolização
hepática.
VI. TIPOS DE TRATAMENTO
A psicoterapia de grupo é geralmente considerada
como a espinha dorsal do tratamento.
A psicoterapia pode ser directiva e pedagógica ou
de orientação não directiva – geralmente de
orientação analítica. Actualmente, utiliza-se muito
a análise transaccional.
É evidente que a psicoterapia pode também ser
individual: os terapeutas do comportamento, que
ultimamente têm vindo a interessar-se pelo
alcoolismo, pretendem a modificação da conduta
alcoólica: a finalidade do tratamento não seria a
abstinência, mas o consumo moderado das bebidas
alcoólicas. Contudo, a maior parte dos psiquiatras
que se interessam pelos problemas do álcool têm
prática dentro desta subespecialidade considera esta
posição extremamente perigosa, visto que o sonho, a
aspiração nunca concretizada do alcoólico, é
precisamente a moderação.
Tratamento com medicamentos.
É indispensável para o controlo do síndroma de
abstinência. Habitualmente, usam-se vitaminas do
complexo B em altas doses e tranquilizantes. Como
terapêutica sintomática das queixas de tipo
neurótico após a desintoxicação, é muitas vezes
prescrita uma terapêutica de manutenção com
ansiolíticos, o que, no entanto, envolve nestes
doentes o perigo da substituição de uma
farmacodependência por outra. (A terapêutica de
manutenção ideal é a proporcionada pela psicoterapia
de grupo, quer em grupos formais de psicoterapia,
quer em psicoterapias informais das reuniões de
alcoólicos recuperados.)
É de uso corrente o tetradim ( antigo antabus ),
existindo entre nós apenas sob a forma de
comprimidos e noutros países sob a forma de injecção
dépôt e de implantações subcutâneas. Trata-se
de uma droga que bloqueia o catabolismo (destruição)
do álcool, acumulando-se produtos tóxicos que
provocam vermelhidão, vómitos, mal-estar, opressão
torácica, dificuldade respiratória e, em grau
extremo, colapso circulatório. O tetradim é usado
como uma espécie de colete-de-forças químico para o
alcoólico, discutindo-se se diminui de facto a
apetência.
É vulgarmente vendido por farmacêuticos
complacentes as esposas chorosas que querem «um
remédio para o marido odiar o vinho». A esposa
«amiga e envenenadora» esmaga os comprimidos e
ministra-os ao marido misturados na comida.
Trata-se de um procedimento perigoso e de modo
nenhum aconselhável pelos riscos que envolve e pela
ilegalidade do acto.
Tratamento social.
Visa a reinserção social (familiar,
profissional, etc.) do alcoólico e constitui
geralmente uma das finalidades das sociedades
antialcoólicas. No tratamento social pode ainda
integrar-se a psicoterapia de âmbito familiar.
CONCLUSÕES
O primeiro passo para a recuperação é o
reconhecimento pelo próprio alcoólico da sua doença.
O segundo passo é a tomada de consciência da sua
situação real – psíquica, física e social -, com a
consequente motivação para o tratamento.
A finalidade de qualquer tratamento é devolver ao
alcoólico e à sua família uma vida normal. Na sua
maioria, os médicos especialistas crêem que este
objectivo só se consegue através de uma abstinência
total, já que um alcoólico nunca fica completamente
curado – limita-se a resistir à tentação de beber.
As perspectivas para a maioria dos alcoólicos são
consideravelmente mais optimistas do que muitas
pessoas – incluindo médicos – crêem. Os alcoólicos
que querem sinceramente perder a sua dependência
conseguem-no – desde que procurem e aceitem a ajuda
competente.
In "Alcoolismo", Cruz Azul, Dr. José Manuel
Leitão de Barros