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Cinco propostas para ajudar um alcoólico
O
caminho da reabilitação do alcoólico pode ser longo
e difícil, mas há esperança. Primeiro, devemos
compreendê-lo e o que o escravizou. Então devemos
informar-nos dos modos pelos quais ele pode receber
ajuda. Quer trabalhemos num centro de tratamento,
como pastor ou conselheiro, quer nos encontremos em
difícil situação familiar, com nosso coração
quebrado pelo vício de um de nossos queridos, há
pelo cinco maneiras distintas para poder ajudar um
alcoólico.
Todos os problemas do homem têm uma solução
espiritual. O problema sempre crescente do
alcoolismo não constitui excepção. Deus providenciou
uma saída. Os que tentam ajudar os alcoólicos devem
crer nessa verdade. Doutra forma, tentar aconselhar
um alcoólico, ou ter um membro da própria família
enredado no vício do álcool, pode ser uma
experiência frustrante. A situação é tão complexa,
tão confusa, que se não for pelo caminho que Deus
providenciou, parece não ter solução.
1.
ORAÇÃO
A
primeira maneira de ajudar o alcoólico é orar por
ele.
“Podemos fazer mais do que orar, depois de termos
orado”, diz S. D. Gordon, “mas não podemos fazer
mais do que orar até havermos orado.”
Não
há área em que esta afirmativa é mais verdadeira do
que na do trabalho com o alcoólico. Muita coisa pode
ser feita por ele, mas nada faremos com êxito até o
entregarmos nas mãos de Deus. “Nossa oração”,
explica Gordon, “é a oportunidade que Deus tem de
entrar no mundo que o trancou de fora.”
Coloque o alcoólico em sua lista de oração, orando
por ele diariamente, mencionando seu nome e crendo
que Deus vai libertá-lo. Nossa arma mais poderosa é
a oração. E por ser tão poderosa, devemos aprender a
manejá-la.
A
oração é importante porque o alcoólico não pode
receber ajuda a menos que a deseje. Ele precisa
pedir ajuda antes de podermos fazer algo por ele.
Tudo o que podemos fazer é tentar levá-lo ao ponto
em que deseje ajuda e possa aceitá-la. O primeiro
passo nesse sentido é a oração.
2.
APRESENTAÇÃO DO
EVANGELHO
O caminho de Deus é
básico
O
Dr. E. N. Jellinek, um dos maiores especialistas no
campo do alcoolismo, no seu estudo acerca do vício
do álcool e do alcoolismo crónico, menciona uma
descoberta muitíssimo interessante: a segurança e os
padrões religiosos desempenham um papel muito
importante na vitória sobre o alcoolismo.
Um
panfleto sobre o assunto, publicado pelo Centro de
Estudos Alcoólicos de Yale, chegou à mesma
conclusão: “O número de alcoólicos que conseguiram
chegar à abstinência permanente por meio de métodos
religiosos é, provavelmente, muito maior do que se
suspeita.”
Clifford J. Earle, autor de Como Ajudar o
Alcoólico, diz: “A religião é o maior auxílio no
tratamento do alcoolismo. Cristo, entretanto, não é
apenas outra terapia para o alcoolismo, como se
pudéssemos escolher entre o tratamento religioso e o
psiquiátrico. Pelo contrário, a religião é um
processo que leva em consideração os aspectos
espirituais da personalidade e os recursos
religiosos para uma vida de êxito.”
Quão maravilhosa é a graça de Deus! O Cristianismo
proporciona uma vida nova.
Uma verdade que sempre devemos ter o cuidado de
ressaltar para o alcoólico recém-convertido, é que a
fé em Cristo significa nova vida. “E assim, se
alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas
antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II
Cor. 5:17).
É
verdade que a salvação é uma passagem para a
eternidade com Deus. Grande parte do Novo Testamento
trata da salvação, e algumas das passagens bíblicas
mais importantes explicam como obtê-la. Não podemos
desmerecer a importância da conversão. Contudo, com
demasiada frequência, temos feito dela o alvo da
nossa experiência cristã, e não é nada disso. Ao ser
salva, a pessoa nasce de novo. Esse novo nascimento
marca o início de uma vida nova e totalmente
diferente. Mas essa vida deve crescer,
desenvolver-se e amadurecer.
Ao
apresentarmos o evangelho do Senhor Jesus Cristo a
alguém, devemos ter o cuidado de não colocar limites
à salvação. Quando apresentamos a verdade de que o
Cristianismo é uma nova vida, damos ao alcoólico
algo para ele se agarrar. Ele verá que Deus se
interessa profundamente pela sua pessoa, e por isso
suprirá todas as suas necessidades. Deus deu-lhe uma
vida nova que pode ser moldada e modelada à
semelhança de Cristo!
3. COMUNHÃO
Entretanto, os Alcoólicos Anónimos, a organização de
maior êxito no tratamento do alcoolismo, tem feito
da comunhão a pedra angular em seus esforços por
ajudar o indivíduo. Devemos fazer o mesmo, não
importa quão difícil seja, se queremos ajudar o
alcoólico.
É
claro, comunhão é uma rua de mão dupla. Deve ser
oferecida, recebida e devolvida. O viciado no álcool
deve ter papel importante na comunhão, se quisermos
usá-la como meio eficaz para levá-lo de volta à
sobriedade.
É
essa uma das chaves do programa dos Alcoólicos
Anónimos. Oferecem a comunhão, mas jamais a forçam
sobre o indivíduo. Se não, nada há que possam fazer.
Entretanto, deve-se oferecer comunhão ao alcoólico
em todas as áreas da vida. O pastor ou conselheiro
deve lembrar-se desse facto e praticá-lo, assim
também os membros da família do alcoólico. Devemos
compreender o seu problema e ver o sofrimento que o
vício lhe traz. Devemos aprender a criar um ambiente
de comunhão para ele, e animá-lo a desejar a
sobriedade mais do que a bebida. Devemos
oferecer-lhe respeito e dignidade, e o ensejo de
tomar o seu lugar de membro respeitável da sociedade
humana.
4. PACIÊNCIA
Ele sabe de tudo a nosso respeito. Ele conhece
nossos pesares e nossas tribulações, nossos
desapontamentos e nossos desejos mais profundos. E,
na sua Palavra, ele dá-nos esperança e ânimo.
Diz
o salmista: “Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e
cheio de graça, paciente e grande em misericórdia e
em verdade” (Salmo 86:15).
Paciência e longanimidade são traços de carácter que
não se conseguem com facilidade. Devemos pedir que
Deus nos faça pacientes e longânimos enquanto
lidamos com o nosso alcoólico. Isso aplica-se a
todos os que participam desse trabalho: membros da
família, pastor, conselheiro ou amigos interessados.
Devemos confiar em Deus e crer na sua operação, a
despeito do que vemos, ouvimos ou sentimos.
Confiança firme e segurança em Deus são
imprescindíveis, se desejamos alcançar dois alvos na
recuperação de um alcoólico:
1. Se
ele ainda bebe, levá-lo ao ponto de pedir ajuda a
fim de vencer o problema da bebida.
2. Se
ele chegou ao ponto de pedir ajuda, exercer
longanimidade e paciência e ajudá-lo na estrada da
recuperação, de modo que seja uma bênção para a
família, para a igreja e para a comunidade.
Há
pouca possibilidade de se atingir esses alvos da
noite para o dia, ou sem dores e tribulações
intensas. A estrada será difícil para nós e também
para quem estamos tentando ajudar.
5. FIRMEZA
Em algum lugar e de alguma forma, aceitamos a ideia
errada de que não há repreensão no amor de Deus; de
que ele é dócil e perdoador, mesmo quando não nos
arrependemos nem confessamos o nosso pecado. Agimos
como se Deus, por amar tanto, jamais corrigisse
alguém. Isso não é verdade.
Por
Deus nos amar tanto, ele não nos permite confessar a
Cristo como nosso Salvador e continuar no pecado,
sem nos corrigir a fim de levar-nos de volta para
si.
Se
pecarmos, devemos ser repreendidos. Se nos
arrependermos, devemos ser perdoados. É assim que
Cristo nos manda tratar uns aos outros. Deus faz o
mesmo em seu relacionamento connosco. Porque ele nos
ama, não deixará de nos repreender, se pecarmos.
E
quando estivermos tratando com o viciado no álcool,
precisaremos repreendê-lo, pois em sua progressão de
descida para o alcoolismo, ele desenvolveu três
características:
1.
Tornou-se perito na
mentira.
2. Procura
alguém sobre quem apoiar-se, e torna-se muito
dependente.
3. Pensa
somente em si e prefere ficar a sós. Sua
personalidade se torna egocêntrica e anti-social.
Se
queremos ajudar o alcoólico, não apenas o vício deve
ser quebrado, mas também a própria personalidade do
viciado deve ser redesenvolvida. Se nos mentir,
devemos fazê-lo saber, calma e firmemente, que vemos
a sua mentira. Quanto mais cedo ele chegar ao ponto
de encarar a verdade, tanto mais cedo se libertará
do vício e da sua personalidade distorcida.
Determine regras
básicas
Não é prudente ameaçar o alcoólico. Nem é boa
prática tentar extrair promessas dele. Mas se ele,
quando sóbrio, fizer uma promessa voluntariamente,
deverá cumpri-la.
“É que quem vive unido a Cristo
torna-se uma pessoa nova. As coisas antigas
passaram. Tudo é novo.” (II
Cor. 5:17) |