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O
stress e o álcool
Vivemos
numa era onde o stress nos empurra de todos os
lados. Vivemos num teatro real de guerra nuclear. Há
um conflito armado em várias partes do nosso
planeta. Há fome, desastres naturais, inflação e
desemprego por toda a parte.
À parte
da pressão no mundo, cada um de nós encara o stress
e a tensão no nosso viver diário e situações. Falta
de emprego e desemprego são problemas reais que nos
ferem não apenas financeiramente mas ameaçam os
nossos sentimentos de insuficiência e nos fazem
perder a auto estima.
Outra
causa de stress pode ser atribuída a uma simples
falta de comunicação - no emprego, entre marido e
esposa, ou entre pais e filhos. Temos jovens mães
com um milhar de tarefas, aparentemente por terminar
no lar. O marido trabalha sob pressão para ir de
encontro às metas exigidas. Ao fim do dia, quando o
marido chega a casa, proporcionam-se conflitos
reais, a menos que haja uma intenção de comunicação
honesta.
Há
stress na vida do solteiro que pode ter sentimentos
de solidão ou rejeição. Há o ministro cuja vida pode
aparentemente tornar-se num ciclo interminável de
manejo de um aconselhamento de crise a seguir a
outro, enquanto ainda se espera que seja um
excelente líder na Igreja, perfeito marido e um pai
amoroso. Há o trabalhador na fábrica sobrecarregado
com o que parece ser aborrecido e fastidioso
emprego.
A
questão é, que todos nós enfrentamos stress e tensão
nas nossas vidas.. Até certo ponto, todos
experimentamos também sentimentos ocasionais de
desvalorização ou insuficiência, navegando contra
uma imprópria auto imagem. A nossa auto imagem
também trata de algum modo mudar, assim como também
mudam as circunstâncias.
A
pressão e o stress podem ser lidadas de muitas
maneiras. Uma maneira é através da bebida alcoólica.
Uma cerveja depois do trabalho ou um copo de vinho
ao jantar pode ser uma maneira muito relaxante para
acalmar os nervos alterados. A bebida social tem-se
tornado razoavelmente aceite, e em alguns casos uma
necessidade virtual. Também, os meios de comunicação
social bombardeiam-nos com a mensagem de que beber é
"muito macho" ou feminino. Qualquer coisa serve para
fazê-lo mais desejável e atractivo. Mais de metade
da nossa população adulta no nosso país usa bebida
alcoólica ocasionalmente. Duas em cada dez pessoas
que bebe regularmente tornam-se alcoólicos ou
bebedores excessivos. Isto representa um problema de
espantosas proporções em mais de um milhão de
Portugueses encurralados no alcoolismo ou no abuso
do álcool.
O
cristão pode escolher entre beber ou não beber. Não
nos foi dito especificamente na Bíblia para não
beber, mas somos prevenidos contra a embriaguez.
Infelizmente, crentes que usam álcool, correm o
risco de desenvolver alcoolismo, tanto quanto os que
não têm nenhuma fé. O alcoolismo não acontece apenas
numa pessoa que tem uma vida nocturna.
Às vezes é uma questão de anos até o álcool se
tornar um problema significante. O facto, é que o
alcoolismo pode ser desenvolvido em cristãos que
usam álcool, e estão sob uma quantidade enorme de
stress e tensão durante um extenso período de tempo.
Isto não quer dizer que todos os crentes que bebem
terão um problema com a bebida, mas alguns terão.
Os cristãos que desenvolvem um padrão de consumo
prejudicial têm várias escolhas quando começam a
perceber o dilema que se instalou. Às vezes torna-se
um "pecado secreto" em que o cristão faz o seu
melhor para o esconder dos amigos da Igreja, do
Pastor e até da sua família. Ou pode negar o seu
problema racionalizando: "uma ou duas cervejas nunca
fazem mal a ninguém", quando na realidade, o
problema, é muito mais do que uma cerveja ou duas. O
cristão com experiências de problema de bebida, luta
interminavelmente contra a culpa e o remorso. Ele
pode sentir-se totalmente indigno aos olhos de Deus;
da sua família e amigos. Tais sentimentos, enquanto
não justificados, são intensificados e então o
álcool torna-se um abismo entre ele e Deus. Por
causa do ciclo "bebida - culpa" se tornar mais
intenso, ele sente-se indigno de pedir perdão a
Deus. Algo deve acontecer na sua vida para quebrar
esse ciclo ou então será derrotado e destruído.
O
cristão que tem problemas com o álcool pode quebrar
este ciclo. Ele pode experimentar a liberdade que
Cristo nos tem destinado para andar. Ele pode ser
ajudado a alcançar sobriedade permanente. O primeiro
e o maior passo é confessar a Deus que a sua vida se
tornou impotente perante o álcool e que deseja
intensamente parar de beber. Na medida em que Deus
também ministra o Seu poder curador através de
outras pessoas, ele deverá procurar ajuda exterior.
O alcoolismo não se desenvolve durante a noite e
também não pode ser curado de noite. O indivíduo
necessita de educação a respeito das causas e
efeitos do alcoolismo. Ele deve aprender a lidar com
os seus sentimentos e atitudes que podem ter
contribuído para o seu problema. Deve aprender a
lidar com o stress e a pressão.
Por
vezes, ele deve lidar com o problema imediato da
ressaca psicológica do álcool sendo hospitalizado.
De qualquer forma não se deve perder o contacto com
o grupo de apoio a que está ligado. O objectivo da
nossa amizade centrada em Cristo é ajudar pessoas a
recuperar do alcoolismo e outras dependências
através do ministério redentor da pessoa de Jesus
Cristo. Cada participante é encorajado a partilhar
sentimentos honestos, porque o problema da bebida
começa a nível dos sentimentos e é superado ao mesmo
nível. Mudanças de sentimentos, atitudes,
pensamentos e comportamentos são o resultado de
estar apto a reconhecer que a mudança é necessária,
descobrindo como a mudança pode ser efectuada, e
então passar à acção para fazer o que é preciso para
trazer a reviravolta necessária. Os membros dos
nossos grupos não se julgam ou moralizam uns aos
outros. A palavra chave nos grupos é aceitação.
Deus ama-nos tal como somos. Ele quer ajudar-nos a
mudar, mas requer cooperação, vontade e um certo
grau de compromisso.
Em
conclusão, o cristão que sofre com um problema de
bebida pode ser ajudado e pode realizar
completamente a sua identidade como nova criatura em
Cristo.
"Assim,
se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas
velhas já passaram, eis que tudo agora é novo." II
Coríntios. 5:17 |