Alcoolismo entre
jovens e risco de HIV
"Temos de pensar porque é que temos quatro vezes
mais infecções mais infecções de SIDA do que
Espanha", avisa o hepatologista Português Rui Tato
Marinho. O médico está a desenvolver desde o início
do ano lectivo um projecto-piloto destinado a
sensibilizar os jovens para os perigos do consumo de
bebidas alcoólicas. "O tipo de alcoolismo actual é
mais grave. Há fenómenos como o "binge-drinking" -
beber muito num curto período - ao qual estão
associados a violência, os acidentes rodoviários e o
sexo com desconhecidos e desprotegido", explica.
Rui Tato Marinho chama a atenção para
o facto de a Organização Mundial de Saúde apontar o
consumo excessivo de álcool como factor de risco
para a infecção da SIDA.
A somar a tudo isto, está o risco
de dependência: se aos 13 anos os jovens começarem a
beber, fazendo-o frequentemente até à maioridade, o
risco de dependência aumenta 50%, avisa o
especialista, que é o presidente da Associação
Portuguesa para o Estudo do Fígado.
(Publicado em "Conta Comigo" da
Sociedade Anti-alcoólica Portuguesa)
www.saap.web.pt |