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01 A acção dos Pais A melhor maneira de falar sobre
álcool, tabaco e outras drogas varia de família para família. Se tem dúvidas sobre como o fazer, procure
ajuda de outras pessoas. Fale com outros
pais e descubra o que resultou bem com eles. Não há uma idade exacta na qual é melhor começar a falar sobre drogas. As crianças podem colocar questões devido àquilo que vêem na televisão ou ouvem dos colegas na escola. Uma notícia, por exemplo, pode propiciar-lhe a
oportunidade de perguntar sobre o ensino acerca das drogas feito na escola. A Escola, desde o ensino pré-escolar, deve abordar, de forma adequada à idade das crianças, temas de promoção da saúde e consumo de substâncias lícitas e ilícitas. Esta temática faz já parte dos currículos escolares do 1º, 2º e 3º ciclos do Ensino Básico, podendo ser abordadas de forma transdisciplinar e nas áreas curriculares não disciplinares, sobretudo “Área Projecto” e “Formação
Cívica”. Os pais podem até saber mais do que os filhos, mas, por vezes, as suas acções contradizem o seu ensino. Lembre-se que o que faz é mais importante do que o que diz. Decisões como não beber e conduzir, ou deixar de fumar ou de beber,
podem ter uma influência muito positiva. Numa pesquisa recente, foi pedido a crianças de 5 e 6 anos para desenharem e comentarem o que pensavam sobre a palavra “droga”. Os resultados mostraram, claramente, que os pais de crianças nesta faixa etária precisam de estar
despertos e informados sobre as drogas. É relativamente fácil reconhecer e ter certezas sobre os sinais do uso do álcool ou do tabaco, mas o mesmo não acontece com as outras drogas. Muitos dos sintomas atribuídos às outras drogas podem ser causados pelo desenvolvimento
‘normal’ do adolescente. Por exemplo, as depressões e as flutuações de humor podem estar apenas relacionadas com problemas na escola ou no grupo de amigos. Reconhecer sinais e sintomas é como construir um grande puzzle. O gastar muito dinheiro (ou o ter muito dinheiro), os comportamentos estranhos, a falta de concentração, a apatia ou o secretismo podem apontar para a possibilidade de
consumo de drogas. Alguns dos sinais visíveis são os odores fora do vulgar ou os embrulhinhos e comprimidos estranhos. A maioria das pessoas começa a usar drogas porque um amigo lhes propicia a oportunidade de experimentar. Reconhecer o uso de drogas é mais uma questão de observar padrões de comportamento e amizade do que encontrar evidências
materiais.
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