|
|
||
|
|
16.
A moderação no consumo de substâncias. Em qualquer supermercado, numa loja de bebidas alcoólicas ou numa bomba de abastecimento de combustível, constatará que existem prateleiras e prateleiras com diferentes bebidas alcoólicas. Bebidas destiladas como o uísque, gin e vodka têm uma grande concentração de álcool e por isso, são sempre servidas em pequenas quantidades. Algumas cervejas e licores podem conter o dobro do grau alcoólico de uma bebida normal. Temos também verificado, desde há algum tempo, o aparecimento de uma grande gama de limonadas alcoólicas, colas, gasosas e tónicos que disfarçam o sabor a álcool. Apesar de existir legislação relativa à publicidade a bebidas alcoólicas, no sentido desta não ser apelativa aos jovens ou veicular a ideia de sucesso nos relacionamentos e no
desporto, muitos anúncios apelam neste sentido. Há pessoas que defendem que, se as crianças forem incentivadas a beber “moderadamente”, mais
tarde não terão problemas relacionados com o álcool. Infelizmente, muitos jovens bebem para sentirem o efeito do álcool, para ficarem bêbedos, porque, para eles, isso representa divertimento. Eles não querem ser “moderados”. Além disso, todas as pessoas que têm problemas com o álcool começam por beber socialmente ou “moderadamente”. Advertências para beber com moderação são muito úteis mas não são suficientes. O que é moderação para uma pessoa pode não o ser para outra, além do que, a grande maioria dos
consumidores excessivos e até alcoólicos gaba-se da sua grande capacidade de beber. É necessário existir informação correcta de forma a permitir a formação de opinião sobre o consumo de bebidas alcoólicas. |