19.  O maior desafio...

Há um facto que ganha cada vez mais sentido: todos os anos, são milhares as famílias destruídas pelo flagelo da toxicodependência e consequências relacionadas. Há porém, vários caminhos para fugir ao drama: o mais eficaz é, sem dúvida, a prevenção...

A prevenção é a grande aposta nas sociedades civilizadas.

A estratégia não é esconder a cabeça na areia mas encarar o problema de frente: a droga existe, a toxicodependência é um fenómeno à escala mundial e, como é evidente, também passa por Portugal.

Educar para prevenir é, pois, a divisa a adoptar pela sociedade no seu conjunto: pais, jovens e educadores; todos juntos, devemos ter a consciência de que fazemos parte de um todo e que depende de nós a vida dos que nos estão mais próximos.

Os pais são os primeiros modelos dos filhos. Se os pais são consumidores de drogas como álcool e tabaco estão, à partida, a transferir para os seus filhos um modelo de consumo que estes terão tendência para seguir e quiçá deteriorar.

É, porém, na formação da personalidade dos jovens que os pais devem estar mais atentos: aos sinais de crescimento, aos estudos, às companhias, às brincadeiras e aos hábitos.

A repressão, não é a melhor forma de lidar com os problemas de crescimento dos filhos. A “educação com mão de ferro”, como em tempos idos, já não é o modelo a seguir, definitivamente.

Os pais devem estar, em primeiro lugar, disponíveis para ouvir e perceber os anseios e problemas dos filhos. É importante falar de tudo quanto os filhos queiram, e mostrar-se disponível e aberto para o tudo o mais.