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Calamidade pública. As oportunidades naturais surgem em conversa referindo-se ao álcool como a causa de elevados danos físicos e sociais e como o maior problema de droga no nosso país. Mas
muitas pessoas não estão cientes de que o álcool é uma droga, nem querem admiti-lo. Continuam a prevalecer diversos mitos sobre o álcool e um dos mais prejudiciais é o que valoriza o consumo do vinho como benéfico para a saúde e para o coração das pessoas Um estudo de meia-idade a homens e mulheres idosos encontrou evidências de que o vinho tinto podia reduzir o risco de ataques cardíacos em cerca de sessenta por cento,
mas apenas naqueles cujo molde de consumo era pequeno e frequente. Outro comportamento de consumo não proporcionou os mesmos benefícios e, em particular, um comportamento de bebedeira teve um efeito adverso. Apesar destes e de outros estudos, a precaução na promoção do consumo do álcool é necessária porque os efeitos adversos do abuso podem ter mais efeito do que
quaisquer outros efeitos potencialmente benéficos na redução de doenças do coração. Colocar a vantagem de um estilo de vida livre do álcool no contexto de promoção de saúde resulta muito melhor do que fazer a promoção de um estudo que é aproveitado demagogicamente pelos elevados interesses económicos da industria do álcool. As pessoas que querem ter um coração saudável o máximo tempo possível. Ora devem prevalecer nas opções de um estilo de vida saudável as opções positivas de ser
abstémio e não fumador, ter uma dieta equilibrada, fazer exercício, dormir o suficiente, desfrutar de passatempos criativos e tentar não se preocupar. N
ão são conhecidas em Portugal grandes iniciativas no campo da prevenção do alcoolismo. A estratégia ideal seria contextualizar o problema do alcoolismo num panorama global de drogas, mas, atendendo a que no
nosso país tem sido feito tão pouco nesta área. Somos de opinião que o problema, ainda deve ser combatido separadamente, pelo menos até que a sociedade esteja suficientemente desperta para reconhecer esta calamidade pública,
tal como acontece com as drogas ilícitas e a SIDA. |