31.  O que as empresas podem fazer.

O uso das drogas no meio laboral é uma realidade. É preciso encarar a questão de uma forma correcta. É preciso perceber que ao ajudar um trabalhador de uma forma consciente estamos não só a valorizar a empresa e a segurança no trabalho, como também a proteger uma família que pode estar já a ser afectada por um vício crónico. Quase sempre é preciso intervir também a nível da família.

O adiamento da resolução do problema, aceitando eventuais promessas de melhoras, agravará o estado de saúde do trabalhador e prejudicará ainda mais o seu organismo, a sua família e a empresa.

A tolerância do indivíduo ao tóxico aumentará e as suas defesas diminuirão ficando progressivamente mais vulnerável ás doenças infecto-contagiosas, para além dos danos e dramas sociais que cada dia que passa, se agravam cada vez mais à sua volta.

A empresa por sua vez, continuará a ser afectada pelo elevado absentismo do indivíduo, atrasos, diminuição da produtividade, falta de motivação e iniciativa, conflitos com a chefia e colegas, relaxamento da segurança no trabalho, roubos e danos no equipamento.

É evidente a necessidade de haver uma intervenção a nível de prevenção no meio laboral. É importante detectar os utilizadores de drogas, o tipo de substâncias que consomem e fazer uma intervenção adequada que corresponda com as necessidades diagnosticadas.

Prevenir e reduzir a procura de substâncias em meio laboral, pode ser economicamente rentável se consideramos que: diminui o absentismo e os atrasos; reduz os acidentes de trabalho; limita o número de processos disciplinares; promove o bem estar dos trabalhadores e qualidade do seu desempenho; facilita as relações e o clima de trabalho; incrementa a segurança dentro da organização e valoriza a imagem da empresa.