|
|
||
|
|
32. Prevenção primária de drogas. Fala-se muito de prevenção primária. Mas afinal o que é prevenção primária? Todos conhecemos a expressão popular “prevenir é melhor do que remediar”, contudo todos reconhecemos que na maioria
dos casos é depois “da casa assaltada que se pôem trancas à porta”. De facto a prevenção falha pela falta de concretização e a maior resistência resume-se na falta do conhecimento a respeito de como se pode fazê-lo e que recursos utilizar. Quando alguém se dispõe a prevenir, ao procurar por informação e ideias, depara-se com longos manuais cheios de termos técnicos, com poucas imagens e pouco criativos. O obstáculo que se segue, num contexto abrangente de tóxicos, é a prevenção do álcool – as pessoas sentem-se inibidas ao falar de uma sensibilidade cultural. Na realidade confundem cultura com a
razão e o bom senso. Pode fazer-se prevenção do álcool sem agredir a sensibilidade de qualquer pessoa. Quando se faz prevenção, educa-se, informa-se, reflecte-se e dá-se à pessoa a oportunidade de, com as informações que possui em relação a esse produto, fazer uma escolha consciente. Faz-se saber
que a sua opção será respeitada, mas que não deve, também, com a sua escolha, prejudicar a saúde ou a integridade física e/ou moral dos outros. É importante prevenir. Talvez nunca possamos proibir, controlar ou esconder os produtos tóxicos e acabar com os danos que eles causam. Mas podemos prevenir. Quanto mais informação as pessoas tiverem na sua posse as suas opções serão cada vez melhores, mais saudáveis e mais conscientes. |