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34.
Comportamentos face ás drogas. A indisponibilidade das famílias, levou a que os filhos desenvolvessem uma autonomia precoce nas suas escolhas, porém não na sua responsabilidade. Ou seja: já lá vão os tempos em que os jovens se tornavam primeiro responsáveis e depois faziam as suas escolhas. Agora, primeiro fazem escolhas, depois livram-se das responsabilidades. Desde tenra idade são “despejados” nos colégios e a educação ficou à mercê de estranhos, dos desenhos animados violentos da televisão e uns dos outros. Cedo, começam a tomar as suas próprias
decisões e a exigir o que não precisam. Como o seu carácter ainda está em formação, são alvos fáceis da publicidade, das tendências da moda e das pressões dos amigos que os influenciam habilmente a fazerem escolhas incorrectas
manipulando o seu comportamento e a sua capacidade de decisão. Sozinhos nas decisões, são lhes proporcionadas experiências de consumo que podem trazer - prazer, no início, mas consequências desagradáveis a curto, médio e longo prazo. As influências da sociedade e a procura de identidade levam o jovem a identificar-se com algo. Um estilo de música, um estilo de vestir, um estilo de comer, um estilo de andar... É a crise de
identificação e a necessidade de ser aceite e pertencer a um “grupo”. Os pais não percebem os riscos que o jovem corre. Não gostam da música que ele ouve e por isso “deixam-no estar sossegado”. Assim, depositam nele uma confiança excessiva deixando para a escola e
para os amigos a educação que deveriam ser eles a transmitir. E o “fosso” vai ficando cada vez maior. O jovem gosta de experimentar o que é proibido. Gosta de dizer “sou capaz”, ou, “nenhuma droga vai me tornar dependente”. Agora que atingiu a adolescência, questiona tudo e todos e entende que não
deve prescindir das suas opções só porque os outros acham que faz mal. Outras razões como o stress e as influências de grupo são também fortes motivos que levam as pessoas a tomar drogas. O medo, a depressão, a solidão, a falta de motivação para viver, o desemprego e
inúmeras causas levam as pessoas a um envolvimento com produtos que proporcionam algum alívio, nem que seja por alguns momentos, apenas. |