36.  É preciso conversar.

Devemos estar disponíveis para falar de droga com os nossos filhos.

O que temos a fazer é ajudá-los a crescer e a amadurecer no mundo de hoje, em que o problema da droga é uma realidade, fazendo-os conhecer bem os riscos que podem vir a correr.

Podemos provocar um diálogo sobre drogas usando um folheto para começar uma conversa, sem exagerar nem dramatizar. Não é possível nem desejável colocarmos os adolescentes numa “redoma” para os defendermos da droga.

São bem conhecidos os graves riscos de consumo de drogas como a heroína ou a cocaína. Pelo contrário, o consumo de bebidas alcoólicas e de certas drogas sintéticas, está associado, para muitos adolescentes, à ideia de festas e diversão durante os fins-de-semana.

É preciso explicar-lhes que, sob o efeito destas substâncias, podem perder a lucidez e o controlo e por conseguinte, a capacidade de tomar decisões responsáveis, aumentando as probabilidades de correrem riscos como uma gravidez indesejada ou uma doença infecciosa.

As drogas injectáveis representam um risco ainda mais elevado relativamente à transmissão do vírus da SIDA e de outras doenças, porque é habitual os toxicodependentes partilharem o material usado na sua preparação e injecção.

Este material, particularmente agulhas e seringas, por estar sujo com sangue, torna-se um meio fácil de transmissão do vírus da SIDA.

Não minimize a sua capacidade de falar sobre drogas com o seu filho. Procure nas organizações locais ou na internet informação credível e cientificamente fundamentada para conversar sobre as drogas. Os pais não se devem demitir desta responsabilidade a pretexto de não ter conhecimento ou tempo para o fazer.