40.  A euforia de consumir.

Após uma festa bem regada, não é difícil constatar que algumas pessoas se mostram alegres, outras tristes e outras agressivas. Ás vezes, bebem as mesmas quantidades, mas as reacções não são iguais em todos os indivíduos.

Há quem fique a um canto, a “conversar com os seus botões”. Há quem dê largas à sua alegria e pareça “ligado á corrente”. Há ainda os que se tornam violentos, ou aqueles a quem lhes puxa ao sentimento. Há, enfim, para todos os gostos. O álcool pode ser o mesmo, mas as reacções variam de pessoa para pessoa. Quer saber porquê?

A primeira razão é porque uma mesma quantidade de álcool não leva necessariamente à mesma concentração de álcool no sangue, o que depende do peso de cada indivíduo. Em segundo lugar, uma taxa de alcoolémia idêntica, provoca reacções de embriaguez diferentes em indivíduos com estruturas psíquicas diferentes.

É de taxa de alcoolémia que se fala quando a Brigada de Trânsito nos pede para “soprar o balão” ou quando nos manda fazer análises ao sangue. É nessa base que se avalia se uma pessoa é susceptível de se tornar perigosa na via pública.

A quantidade de álcool assinalada no sangue nem sempre é um reflexo daquilo que se bebeu. O álcool entra para o sangue 15 a 30 minutos após a absorção, para ser eliminado 8 a 9 horas mais tarde, depois de transformações sofridas no fígado, pela a urina e pelo o suor. Contudo, são muitos os parâmetros a modular-lhe a concentração.

As circunstâncias e o ritmo com que as bebidas são absorvidas, são muito importantes. Se se bebe durante uma refeição, será necessário ao álcool duas vezes mais tempo para chegar ao sangue e a alcoolémia é diminuída em cerca de trinta por cento. Ao contrário, a ingestão fora das refeições, aumenta o ritmo da concentração de álcool no sangue.