42.  O cigarro e a saúde.

O uso da nicotina é uma prática antiga e disseminada em todo o mundo. Fuma-se mais do que nunca, independentemente da idade ou classe social.

Na verdade, o hábito de fumar nada tem a seu favor; pelo contrário, tudo depõe contra ele: a economia, a higiene, a saúde e a moral. O início do vício dá-se habitualmente na adolescência, por curiosidade, por imitação ou por pressão de um grupo de amigos.

A continuidade do uso, no entanto, depende, entre outras coisas, de ter tabaco à disposição e do estado emocional do indivíduo. Fumar tem sido associado à ansiedade, depressão, ao alcoolismo e outras drogas.

Regra geral o fumador não pensa nas consequências danosas do uso do fumo até que seja tarde demais. Queremos incentivá-lo, a libertar-se desse pequeno canudo branco, que lhe dá muita satisfação, mas que há muito tempo o vem escravizando.

Parar de fumar é um ato de amor para consigo mesmo. Não há fórmulas mágicas para travar este combate. As armas são a sua motivação decisão, planeamento e perseverança.

Vale a pena parar de fumar! Experimente.  

Os direitos do não fumador: 
O nascituro tem direito a ser gerado protegido dos efeitos nocivos do fumo, através do organismo da mãe;
No seu primeiro ano de vida, a criança tem direito a ser rigorosamente protegida de qualquer contacto com o fumo do tabaco;
No decurso do seu desenvolvimento posterior, a criança, de qualquer idade, tem direito a crescer em ambiente livre de fumo;
Os adultos não fumadores têm direito a trabalhar, ou a usufruir dos seus lazeres, respirando ar isento da poluição causada pelo fumo do tabaco.

(5ª Conferência Mundial sobre o Tabaco e a Saúde,
Canadá, 1983)